<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-29876664</id><updated>2011-11-24T14:46:05.853-02:00</updated><category term='solitude'/><category term='jabá'/><category term='curtas e grossas'/><category term='ossos do ofício'/><category term='escape'/><category term='agridoce'/><category term='mundo federativo'/><category term='viagem'/><category term='naftalina'/><category term='gente'/><category term='coisas minhas'/><category term='dor de cotovelo'/><category term='Rio'/><category term='pílulas'/><category term='música'/><category term='on the road'/><category term='paixão'/><title type='text'>*** Soneto ***</title><subtitle type='html'>Coisas minhas - aos borbotões ou a conta-gotas</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://crespoflavia.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crespoflavia.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Flavia C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07116711059398478016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://farm1.static.flickr.com/237/447312753_deacbabdc1_o.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>63</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29876664.post-6853746855012237219</id><published>2011-06-05T17:57:00.003-03:00</published><updated>2011-06-05T18:51:27.882-03:00</updated><title type='text'>Classe Média ou O Império do “Eu Primeiro”</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Certo dia minha mãe me narrou, com assombro, um fato que presenciara. Enquanto conversava com uma amiga sobre amenidades, tocou no nome do Gilberto Gil. O filho da amiga, que devia ter uns dez anos, perguntou quem era aquele de quem elas estavam falando, deixando a mãe num misto de constrangimento e surpresa: “Como você não sabe quem é Gilberto Gil, fulano?” Minha mãe não se surpreendeu pelo menino não conhecer o Gil. O que a deixou chocada, mesmo, foi o fato de uma mãe cuja maior preocuação sempre foi entupir o filho de todo tipo de parafernália tecnológica, mas que nunca dedicava uma ínfima parcela do dia pra conversar com o garoto, achar “anormal” ele desconhecer Gilberto Gil. Vai ver ela pensava que criança desenvolvia interesses e conhecimento sem sofrer qualquer tipo de sensibilização para isso. Enquanto a mãe parecia alienada em relação a fatos banais da educação da criança, o pai, por sua vez, sempre legitimou qualquer bobagem que o filho fizesse, mantendo um sarcasmo embutido no tom que usava para conversar com quem quer que fosse, como se no fundo sempre quisesse dizer: “Qual é, amigo: no final das contas, cada um de nós tem de cuidar do seu próprio interesse; os outros que se danem com seus problemas”. Passaram-se alguns anos, e o filho, apesar de inteligente, tornou-se um jovem algo pedante e alheio a qualquer pessoa ou situação que não lhe desperte interesse pessoal objetivo. A classe média produziu mais um monstrinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe, pode parecer besteira, mas a classe média me intriga. Hoje, pelo jornal, soube que o papo que rola nas rodas desse estrato social (ao qual, supostamente, pertenço) é sobre a dificuldade de se conseguir bons empregados domésticos, principalmente babás. Na matéria, uma mãe se vangloriava de ter dormido todas as noites desde que voltara da maternidade, tão boa é a profissional que conseguiu contratar para cuidar dos seus gêmeos. Nem mesmo quando eles estão doentes ela precisa se dar ao trabalho, vejam só que maravilha. Eu fiquei meio confusa, mas claro que faz todo sentido: da mesma forma que há quem procure amigos e amantes exclusivamente nos momentos em que eles se apresentam como boas companhias, por que seria diferente com os filhos? Quando os pais sonharam com eles, não eram saudáveis, sorridentes e fofinhos? Então contratemos alguém para aturá-los quando têm ranho, choro, remela, febre e pus na garganta. Faz todo sentido, mesmo. Da mesma forma, também podemos, depois de uma inseminação artificial, abortar um dos três embriões que se desenvolveram no útero, já que idealizamos o retrato de família com duas crianças. Todo sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, classe média. Adoro esse seu jeitinho &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Josef_Mengele"&gt;Joseph Menguele&lt;/a&gt; de ser. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29876664-6853746855012237219?l=crespoflavia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crespoflavia.blogspot.com/feeds/6853746855012237219/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29876664&amp;postID=6853746855012237219' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/6853746855012237219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/6853746855012237219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crespoflavia.blogspot.com/2011/06/classe-media-ou-o-imperio-do-eu.html' title='Classe Média ou O Império do “Eu Primeiro”'/><author><name>Flavia C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07116711059398478016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://farm1.static.flickr.com/237/447312753_deacbabdc1_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29876664.post-6160968588899430846</id><published>2011-03-14T10:17:00.010-03:00</published><updated>2011-04-27T22:39:50.886-03:00</updated><title type='text'>Como devia ser</title><content type='html'>- Não se deve casar com cafajestes, meu querido. Mais vinho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Antônio, desconcertado, olhou para a taça, tentando disfarçar o quanto o surpreendia tamanha franqueza. O tempo faz dessas coisas, ponderou. A Dora que agora lhe servia era experimentada, amparada por alguns amores, casamentos desfeitos, filhos crescidos. Aquela ironiazinha, ele sabia, estava lá desde o princípio, mas a idade deu-lhe contornos mais definidos. Incrivelmente rasos, como contrapeso, permaneciam os sulcos da face daquela mulher, ainda tão bela, ainda tão a mesma Dora de antanho, senhora daquela sala e dele próprio. Cafajeste é a vida, pensava. Sempre fora mais vaidoso e, agora, aparentava ter muito mais idade do que ela. Como quem vendera a alma a Lúcifer, Dora era sábia por dentro, bela e jovem por fora. Antônio, desgraçadamente, envelhecera de modo galopante, enquanto no âmago permanecera o menino de outros tempos - aqueles tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você tem razão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que mais poderia dizer? Sabia o quanto errara, e que aquela palavra medonha, habitualmente dita aos gritos - cafajeste! - saía da boca daquela mulher de modo quase doce, sem mágoa ou rancor, mas com o potencial destrutivo de uma bomba de hidrogênio. É isso que eu sempre fui, mas quem mais, senão Dora, poderia lançar uma verdade tão contundente sobre mim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas eu te amei, Antônio. Melhor dizendo, ainda amo. Sempre vou te amar, e não há nenhuma novidade nisso. Desamar seria uma incoerência, um desrespeito a mim mesma, uma autoflagelação muito mais dolorosa do que seguir te amando. Mas amor não toma espaço - substantivo abstrato, lembra, querido? E eu amei de novo algumas vezes, a ponto de querer casar, fazer filhos, dividir contas. E você continuava lá, Antônio, no seu cadinho. Sempre cuidei pra que esse amor, o primeiro, o original, não entrasse porta afora nos outros amores. Cada um tem de ser único. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquelas palavras entraram nos ouvidos de Antônio como brasa. Dora sabia, como ninguém, levá-lo a nocaute. Enquanto ele passara os últimos vinte anos se entregando a devaneios de paixões furtivas e cafajestagens constrangedoras, ela, de fato, vivera. Seus relacionamentos, esparsos e duradouros, tiveram a solidez de uma rocha e se desfizeram no ar por seus próprios sortilégios. As lembranças do tempo idílico da juventude foram a única verdade de Antônio; para Dora, elas recendiam a poesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Calaram-se. O silêncio, úmido, quente e pesado, prolongou-se por muito tempo, até que a noite caiu sobre aquele velho sobrado. Lá fora, o frio e o vento cortavam as ruas, fazendo doer os ossos dos que se arriscavam a ganhar a calçada. Cá dentro, Antônio e Dora eram os mesmos de sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29876664-6160968588899430846?l=crespoflavia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crespoflavia.blogspot.com/feeds/6160968588899430846/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29876664&amp;postID=6160968588899430846' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/6160968588899430846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/6160968588899430846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crespoflavia.blogspot.com/2011/03/como-devia-ser.html' title='Como devia ser'/><author><name>Flavia C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07116711059398478016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://farm1.static.flickr.com/237/447312753_deacbabdc1_o.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29876664.post-2164784088237126806</id><published>2010-12-24T10:19:00.005-02:00</published><updated>2010-12-28T16:21:32.071-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coisas minhas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viagem'/><title type='text'>Achados e perdidos</title><content type='html'>Há tempos que perdi mundo afora um par de belas quimeras. Eram lindas ilusões em feitio de flor. Vez por outra me lembrava delas, e perdida em pensamentos me perguntava que fim teriam levado. Hoje, flanando numa assaz caliente noite bonaerense, penso que casualmente as encontrei, embora - mea culpa - nunca tenha feito por onde reavê-las. Até palpitou meu coração - ora, ora, se não são elas! - contudo não as tomei de volta. Na pequena valise que trouxe neste recesso natalino, elas pesariam como chumbo. Além disso, hoje moro num apartamento bem menor, modos que as belas quimeras ocupariam demasiado espaço, atravancando a sala e a vida. Assim sendo, no frescor sincero do ar condicionado de hotel, fiz-lhes esse continho chiquito e desajeitado, em honra aos velhos tempos, e as deixo viver em paz, para que em paz também me deixem viver.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29876664-2164784088237126806?l=crespoflavia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crespoflavia.blogspot.com/feeds/2164784088237126806/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29876664&amp;postID=2164784088237126806' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/2164784088237126806'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/2164784088237126806'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crespoflavia.blogspot.com/2010/12/achados-e-perdidos.html' title='Achados e perdidos'/><author><name>Flavia C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07116711059398478016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://farm1.static.flickr.com/237/447312753_deacbabdc1_o.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29876664.post-6960701201350210199</id><published>2010-10-18T18:11:00.013-02:00</published><updated>2011-02-07T23:00:01.716-02:00</updated><title type='text'>O cinzento jardim do esquecimento</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_9NI0A2M6lPQ/TVAvybcybWI/AAAAAAAAAG0/Aruiq9nBLqQ/s1600/RENO_SWEENEY_POSTER_Lg.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_9NI0A2M6lPQ/TVAvybcybWI/AAAAAAAAAG0/Aruiq9nBLqQ/s200/RENO_SWEENEY_POSTER_Lg.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5571005282465770850" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Embora eu não pegue filmes em locadora há mais de 10 anos, vira e mexe minha mãe traz pra mim algo que é a minha cara. Foi assim que, dia desses, vi "Grey Gardens". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Produzido por e para a HBO, o filme têm atuações impecáveis de Drew Barrymore e Jessica Lange, respectivamente como Edith Bouvier Beale filha ("Little Edie") e mãe ("Big Edie"). As Edies protagonizaram uma das mais fascinantes e melancólicas histórias reais de nosso tempo; sua trajetória do luxo ao lixo (literalmente, como veremos) é, ao mesmo tempo, incrível e emblemática. Locomotivas da alta sociedade nova-iorquina da primeira metade do século XX, Big e Little Edie viveram cercadas por todos os mimos e requintes possíveis desde o berço. Para se ter uma ideia do pedigree das Beale, basta dizer que mãe e filha eram, respectivamente, tia e prima de Jacqueline Bouvier, que se tornaria Jacqueline Kennedy, a mais aclamada das primeiras-damas norte-americanas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em plena depressão pós-crise de 29, Big Edie, artista sazonal em saraus da sociedade, se divorcia do marido Phelan Beale e finca raízes na belíssima mansão de veraneio conhecida como Grey Gardens. Alguns anos depois, Little Edie abandona as tentativas de fazer sucesso como artista em Nova Iorque e junta-se à mãe. Vivendo da mísera pensão paga por Phelan, as Beales entram em franca decadência. O outrora luxuoso solar de 28 quartos se transforma num depósito de sujeira, sem luz, gás ou água encanada, onde mãe e filha dividem espaço com pulgas, gatos e guaxinins. Por 20 anos ficam isoladas do mundo, vivendo num estado de extrema miséria e imundície, até que a interdição da casa pela vigilância sanitária chama a atenção da imprensa e lança novamente luz sobre elas. Jacqueline Kennedy, então já casada com Aristóteles Onassis, se compadece da situação das parentes e reforma Grey Gardens. Atraídos pela excentricidade das Beales, no início dos anos 70 os irmãos Maysles rodam um documentário sobre seu cotidiano, que vira um clássico instantâneo do cinema cult.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De toda essa história singular e pitoresca, o que mais me causa estranhamento é, justamente, a causa principal da decadência das Beale: a capacidade humana de esquecer. A bem da verdade, o que aconteceu a elas nada mais é do que a exacerbação do esquecimento, em dimensões colossais e dolorosas. Lentamente, elas foram se esvanecendo das memórias de amigos e parentes, até que sua outrora colorida existência se materializou unicamente dentro dos limites de Grey Gardens. Vez por outra, numa garden party da vida, Madame X devia questionar Madame Y se sabia que fim tiveram as Edies. Diante da negativa, emendava-se outro assunto e pronto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O destino das Beale, para uma viciada em memórias como eu, é incompreensível. Aqui não vai nenhum julgamento moral, é bom deixar claro; só considero estranho, triste. O fato é que sofro de uma incapacidade crônica de esquecer, e não consigo apartar, no tempo, o cadinho de importância que cada pessoa teve na minha vida. Vivos ou mortos, presentes ou ausentes, cada um ocupa em mim o espaço que sempre ocupou. Nunca tive relacionamentos de ocasião, nem ousei usar pessoas como figurantes do meu épico particular. Ainda quando a minha vaidade, ou o destino, se ocupam de tirar alguém de cena, eu lembro - sempre. Tenho 30 anos e ainda não posso dizer se esse comportamento, tão natural pra mim, é bom ou ruim. Sei que ele por vezes me rende noites intranquilas, com sonhos que se repetem, imagens que vão e voltam num tormento que só termina quando acordo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai ver o destino dos que não esquecem de nada é estar lá, um dia, tal qual Little Edie em seu maiô, cantando marchas marciais de antanho na varanda esboroada de uma caquética mansão. Pelo menos ela manteve as belas pernas até o fim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29876664-6960701201350210199?l=crespoflavia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crespoflavia.blogspot.com/feeds/6960701201350210199/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29876664&amp;postID=6960701201350210199' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/6960701201350210199'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/6960701201350210199'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crespoflavia.blogspot.com/2010/10/o-cinzento-jardim-do-esquecimento.html' title='O cinzento jardim do esquecimento'/><author><name>Flavia C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07116711059398478016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://farm1.static.flickr.com/237/447312753_deacbabdc1_o.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_9NI0A2M6lPQ/TVAvybcybWI/AAAAAAAAAG0/Aruiq9nBLqQ/s72-c/RENO_SWEENEY_POSTER_Lg.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29876664.post-7317429013467694840</id><published>2010-10-17T23:33:00.004-02:00</published><updated>2010-10-17T23:50:54.982-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='curtas e grossas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coisas minhas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mundo federativo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ossos do ofício'/><title type='text'>Pilulas VIII</title><content type='html'>Vende-se vida perfeitinha de moça de 30 anos. Tratar pelo blog.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29876664-7317429013467694840?l=crespoflavia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crespoflavia.blogspot.com/feeds/7317429013467694840/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29876664&amp;postID=7317429013467694840' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/7317429013467694840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/7317429013467694840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crespoflavia.blogspot.com/2010/10/pilulas-viii.html' title='Pilulas VIII'/><author><name>Flavia C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07116711059398478016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://farm1.static.flickr.com/237/447312753_deacbabdc1_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29876664.post-6395058187712158173</id><published>2010-10-07T14:31:00.004-03:00</published><updated>2010-10-07T14:37:15.966-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jabá'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mundo federativo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ossos do ofício'/><title type='text'>O jabazinho nosso</title><content type='html'>Hoje tem coluna minha no Concurseiro Solitário. Apesar do blog ser direcionado para o público que estuda pra concursos públicos, acho que o artigo pode ser uma leitura bacaninha pra qualquer pessoa. Acessem o link aí ao lado, na coluna "Dissonâncias", ou aqui: www.concurseirosolitario.blogspot.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que gostem!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29876664-6395058187712158173?l=crespoflavia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crespoflavia.blogspot.com/feeds/6395058187712158173/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29876664&amp;postID=6395058187712158173' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/6395058187712158173'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/6395058187712158173'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crespoflavia.blogspot.com/2010/10/o-jabazinho-nosso.html' title='O jabazinho nosso'/><author><name>Flavia C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07116711059398478016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://farm1.static.flickr.com/237/447312753_deacbabdc1_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29876664.post-7338218782065854973</id><published>2010-10-04T10:41:00.004-03:00</published><updated>2010-10-04T14:26:57.529-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='naftalina'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='curtas e grossas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coisas minhas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='paixão'/><title type='text'>Pílulas VII</title><content type='html'>Eu sou a senhora das dores velhas; não tentem me impedir de senti-las enquanto eu puder. Minhas estações são longas e meus amores eu forjo em aço. E, assim, na lenta marcha do tempo que levo para (não) esquecer, mantenho os cabelos castanhos e a alma cheirando a guardada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29876664-7338218782065854973?l=crespoflavia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crespoflavia.blogspot.com/feeds/7338218782065854973/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29876664&amp;postID=7338218782065854973' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/7338218782065854973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/7338218782065854973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crespoflavia.blogspot.com/2010/10/pilulas-vii.html' title='Pílulas VII'/><author><name>Flavia C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07116711059398478016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://farm1.static.flickr.com/237/447312753_deacbabdc1_o.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29876664.post-4801621342478417542</id><published>2010-09-22T21:35:00.006-03:00</published><updated>2010-09-22T21:48:43.824-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='naftalina'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coisas minhas'/><title type='text'>Ouvidor</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_9NI0A2M6lPQ/TJqjd2VsjsI/AAAAAAAAAGk/Q0kmsFnlZPk/s1600/20090828-ouvidorLR.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 142px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_9NI0A2M6lPQ/TJqjd2VsjsI/AAAAAAAAAGk/Q0kmsFnlZPk/s200/20090828-ouvidorLR.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5519904026494013122" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro, meu bem, que tudo foi importante. O dia em que te conheci e nem cogitei te querer. A primeira vez que nossos olhos se entenderam. E aquela noite - Deus, tanto tempo faz! - que você se atreveu a pegar na minha mão. E tudo que veio depois. O beijo roubado e o consentido. A rusga, a confusão. Você, alquebrado. Eu, altiva, tive vontade de te pegar no colo - e peguei. Daí pro inevitável acontecer, foi questão de tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E veio tudo aos borbotões, como uma hemorragia quente e viscosa. Por vezes te levava no lombo, mansa, boa, patológica. Concessões, separações, reencontros, tentativas, desejo, dor, excessos. A alma mastigada, amarfanhada como roupa torcida. Tudo importante, como já disse. Pausa, recomeço, o fim. Tudo importante, muito importante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nada, meu caro&lt;br /&gt;Absolutamente nada&lt;br /&gt;Nem um carinho&lt;br /&gt;Um beijo&lt;br /&gt;Ou a noite de amor mais abusada&lt;br /&gt;Os entardeceres na Guanabara&lt;br /&gt;Os amanheceres no Arpoador&lt;br /&gt;Os euteamos - inúmeros&lt;br /&gt;Nada, nada, nada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É comparável ao dia em que, vestida de fresco, desci a Rua do Carmo, entrei na Ouvidor e dobrei a esquina da Travessa de mãos dadas com outro homem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29876664-4801621342478417542?l=crespoflavia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crespoflavia.blogspot.com/feeds/4801621342478417542/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29876664&amp;postID=4801621342478417542' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/4801621342478417542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/4801621342478417542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crespoflavia.blogspot.com/2010/09/ouvidor.html' title='Ouvidor'/><author><name>Flavia C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07116711059398478016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://farm1.static.flickr.com/237/447312753_deacbabdc1_o.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_9NI0A2M6lPQ/TJqjd2VsjsI/AAAAAAAAAGk/Q0kmsFnlZPk/s72-c/20090828-ouvidorLR.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29876664.post-9022869699721850324</id><published>2010-09-19T00:19:00.003-03:00</published><updated>2010-09-22T23:31:49.099-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='naftalina'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coisas minhas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='paixão'/><title type='text'>Todo o Sentimento</title><content type='html'>Sexta-feira depois do almoço, lá no trabalho, naquela moleza de sol quente, trocávamos supresinhas pelo Bluetooth, até que Claudia me mandou uma gravação ao vivo de Todo Sentimento, interpretada por Maria Bethânia. Já tinha me esquecido da paixão que essa música sempre despertou em mim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo o Sentimento&lt;br /&gt;Chico Buarque&lt;br /&gt;Chico Buarque e Cristovão Bastos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preciso não dormir&lt;br /&gt;Até se consumar&lt;br /&gt;O tempo da gente.&lt;br /&gt;Preciso conduzir&lt;br /&gt;Um tempo de te amar,&lt;br /&gt;Te amando devagar e urgentemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pretendo descobrir&lt;br /&gt;No último momento&lt;br /&gt;Um tempo que refaz o que desfez,&lt;br /&gt;Que recolhe todo sentimento&lt;br /&gt;E bota no corpo uma outra vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prometo te querer&lt;br /&gt;Até o amor cair&lt;br /&gt;Doente, doente...&lt;br /&gt;Prefiro, então, partir&lt;br /&gt;A tempo de poder&lt;br /&gt;A gente se desvencilhar da gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de te perder,&lt;br /&gt;Te encontro, com certeza,&lt;br /&gt;Talvez num tempo da delicadeza,&lt;br /&gt;Onde não diremos nada;&lt;br /&gt;Nada aconteceu.&lt;br /&gt;Apenas seguirei&lt;br /&gt;Como encantado ao lado teu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29876664-9022869699721850324?l=crespoflavia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crespoflavia.blogspot.com/feeds/9022869699721850324/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29876664&amp;postID=9022869699721850324' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/9022869699721850324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/9022869699721850324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crespoflavia.blogspot.com/2010/09/todo-o-sentimento.html' title='Todo o Sentimento'/><author><name>Flavia C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07116711059398478016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://farm1.static.flickr.com/237/447312753_deacbabdc1_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29876664.post-4029371774765408155</id><published>2010-09-14T21:12:00.005-03:00</published><updated>2010-09-22T23:43:29.316-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='naftalina'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coisas minhas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dor de cotovelo'/><title type='text'>Àquele homem</title><content type='html'>Desculpe vir assim, altas horas, falar de coisa enterrada, passada. Eu não devia, e você me perdoe. Claro que eu sei que não tem volta, nem eu ia querer, creia-me. E tantas águas rolaram, tantos homens me amaram, tudo o mais. Mas tem dias que eu sonho, e vem uma dor, sabe?, dor estranha. Uma agulhada. Não, não é agulhada: é dor de cirurgia velha. Ah, você não sabe como é, óbvio. Eu explico. Incisões de bisturi cicatrizam, mas aquele lugar onde o aço afiado passou cortando nunca mais é o mesmo, e dói uma dor chata da porra quando muda o tempo. Pois é, é assim. E incomoda pacas quando eu sonho, assim como dói no inverno essa merda de corte do lado esquerdo do meu peito. Quer dizer: do lado esquerdo do meu seio esquerdo. Memória incômoda daquele nódulo, célula pequena e angustiada que cresceu, cresceu, cresceu, até que precisou ser extirpada. Ela se foi; você também. E eu que me vire com essa amargurazinha sazonal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29876664-4029371774765408155?l=crespoflavia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crespoflavia.blogspot.com/feeds/4029371774765408155/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29876664&amp;postID=4029371774765408155' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/4029371774765408155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/4029371774765408155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crespoflavia.blogspot.com/2010/09/aquele-homem.html' title='Àquele homem'/><author><name>Flavia C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07116711059398478016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://farm1.static.flickr.com/237/447312753_deacbabdc1_o.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29876664.post-4649418757272778767</id><published>2010-07-18T12:55:00.008-03:00</published><updated>2010-07-18T14:06:34.467-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='solitude'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gente'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coisas minhas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viagem'/><title type='text'>Pelo direito de ser só</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_9NI0A2M6lPQ/TEMt9wgrR-I/AAAAAAAAAGU/hB69abPas3U/s1600/sozinha+pes.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 173px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_9NI0A2M6lPQ/TEMt9wgrR-I/AAAAAAAAAGU/hB69abPas3U/s200/sozinha+pes.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5495286509339363298" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Não, nenhuma síndrome de Greta Garbo - isto é um manifesto. Simples: eu tenho e quero exercer o direito de ser só. Por que viajo/vou ao cinema/teatro/almoço/janto/pego uma praiana sozinha? Por que não chamo alguém? Por que?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PORQUE EU NÃO QUERO!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque eu também viajo/vou ao cinema/teatro/almoço/janto/pego uma praiana com os amigos, mas isso não me impede de fazer todas essas coisas sozinha - com o mesmo prazer. Não é uma questão de não gostar de companhia ou de ser uma misantropa encruada. Eu adoro estar com pessoas! É delicioso jogar conversa fora, rir junto, lembrar histórias, além de ter - e ser - alguém com quem se pode contar. Valorizo a amizade como um presente divino e cultivo com carinho as minhas relações; tenho colegas, amigos e até mesmo irmãos que escolhi vida afora. Confesso que passo tempos sem falar com alguns, mas todos - sem exceção - sabem que estou sempre disponível, e que prezo sobremaneira minhas relações. É que não acho necessário andar grudada nas pessoas, ou choramingando atenção, para que elas me tenham em alta conta. Certa ou errada, o fato é que sou compreendida por quem me importa, ponto final, acabou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos eternos carentes, lamento: ninguém vai me censurar, ainda que com um olhar de sincera preocupação, por viajar sozinha nas minhas férias ou nos feriados prolongados. Não me pode ser negado o prazer de eleger um destino, descolar um vôo barato, reservar um hotel e zarpar. Sempre fiz isso. De uma vez por todas: se há quem me faça companhia, eu vou acompanhada; se não há, eu vou só sem Anália, mas eu vou, já dizia Caymmi. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sozinhos somos todos, por definição. Se você ainda não se convenceu disso, é melhor ir começando a se acostumar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29876664-4649418757272778767?l=crespoflavia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crespoflavia.blogspot.com/feeds/4649418757272778767/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29876664&amp;postID=4649418757272778767' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/4649418757272778767'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/4649418757272778767'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crespoflavia.blogspot.com/2010/07/pelo-direito-de-ser-so.html' title='Pelo direito de ser só'/><author><name>Flavia C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07116711059398478016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://farm1.static.flickr.com/237/447312753_deacbabdc1_o.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_9NI0A2M6lPQ/TEMt9wgrR-I/AAAAAAAAAGU/hB69abPas3U/s72-c/sozinha+pes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29876664.post-693934275703597301</id><published>2010-07-03T23:26:00.002-03:00</published><updated>2010-09-22T23:45:19.303-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='escape'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='curtas e grossas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pílulas'/><title type='text'>Ansiedade</title><content type='html'>... ah, um dia ela ainda me mata. Por enquanto, vou tomar uma talagada de Kafka. Bonne chance pra quem fica.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29876664-693934275703597301?l=crespoflavia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crespoflavia.blogspot.com/feeds/693934275703597301/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29876664&amp;postID=693934275703597301' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/693934275703597301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/693934275703597301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crespoflavia.blogspot.com/2010/07/ansiedade.html' title='Ansiedade'/><author><name>Flavia C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07116711059398478016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://farm1.static.flickr.com/237/447312753_deacbabdc1_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29876664.post-5990159541898594432</id><published>2010-06-16T09:32:00.003-03:00</published><updated>2010-09-22T23:46:47.298-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='escape'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='curtas e grossas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pílulas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='agridoce'/><title type='text'>Os sonhos</title><content type='html'>É o caso de aprender, de uma vez por todas, a deixá-los na cama.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29876664-5990159541898594432?l=crespoflavia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crespoflavia.blogspot.com/feeds/5990159541898594432/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29876664&amp;postID=5990159541898594432' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/5990159541898594432'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/5990159541898594432'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crespoflavia.blogspot.com/2010/06/os-sonhos.html' title='Os sonhos'/><author><name>Flavia C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07116711059398478016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://farm1.static.flickr.com/237/447312753_deacbabdc1_o.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29876664.post-2223484824845663659</id><published>2010-06-05T23:51:00.003-03:00</published><updated>2010-09-22T23:48:49.719-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='solitude'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='on the road'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ossos do ofício'/><title type='text'>Areal, 26 de maio de 2010</title><content type='html'>Lá fora, uma noite das mais belas. As poucas luzes do interior fazem com que o céu pareça mais negro, e a lua, mais clara. Ganas de desligar os faróis e vir assim, estrada afora, guiada pela luz da lua. &lt;br /&gt;Sinto-me estranhamente feliz. Tantos desencontros nos últimos meses deveriam ter me cansado mais, mas apesar da provisoriedade da vida de hotel de segunda a sexta e da casa dos pais nos finais de semana, não consigo me chatear verdadeiramente. Poderia atribuir isso a toda tranquilidade que agora me cerca no trabalho e na vida, mas não é isso - ou, pelo menos, não apenas. É como se algo mais profundo e denso houvesse se mudado de dentro de mim. Não, não me tornei indiferente ao futuro, imagine! Ainda quero muitas coisas, e coisas diferentes. Só que agora tenho calma.&lt;br /&gt;Viverei uma vida e ainda me surpreenderei com a minha capacidade de assimilação de mudanças, por mais radicais que elas sejam. O caminho por onde vim andando, por vezes ansiosa, desde criança, me fez assim. Agora, esqueço de carregar o celular, de responder emails, de ver notícias no jornal. A vida social está zerada e passo horas e horas comigo. Sei que tudo isso não dura pra sempre, e é por isso que não sou capaz de me perturbar. Melhor degustar a calmaria e preparar o espírito pra quando for necessário retomar a carga. A inquietação é parte de mim, ainda que por vezes adormecida.&lt;br /&gt;Areal continua diminuta como sempre. Voltando do trabalho, paro o carro em frente à padaria da rua principal, hoje urbanizada, outrora de terra batida. Ali, quando eu era bem pequena, tive a visão de um touro furioso correndo atrás de mim e das primas da roça, num dia de casamento. Jamais passaria por minha cabeça que, um dia, aquela cidadezinha me acolheria tão gostosamente.&lt;br /&gt;Sei que, nos próximos meses, terei decisões importantes a tomar. É preciso voltar a pensar na “grande” vida, e correr atrás, e fazer planos, nem que seja pra eles se desfazerem no ar enquanto outra coisa diferente nasce, menos ou mais pretensiosa, em seu lugar. Por enquanto, deixo que as coisas sigam seu rumo manso, mansinho. Pausa e fôlego.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29876664-2223484824845663659?l=crespoflavia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crespoflavia.blogspot.com/feeds/2223484824845663659/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29876664&amp;postID=2223484824845663659' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/2223484824845663659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/2223484824845663659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crespoflavia.blogspot.com/2010/06/areal-26-de-maio-de-2010.html' title='Areal, 26 de maio de 2010'/><author><name>Flavia C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07116711059398478016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://farm1.static.flickr.com/237/447312753_deacbabdc1_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29876664.post-8318151460168858571</id><published>2010-04-18T23:02:00.003-03:00</published><updated>2010-04-18T23:14:28.649-03:00</updated><title type='text'>Me explica, me ensina, me diz</title><content type='html'>Por que algumas pessoas parecem tão bonitas quando a gente gosta delas e, depois que deixamos de gostar, nem parecem tão belas assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que, a cada ano que passa, fica tão mais fácil engordar e tão mais difícil emagrecer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que cada pessoa que conhecemos faz uma leitura tão singular da nossa personalidade? Isso parte da gente ou parte deles?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que minha própria companhia quase sempre é tão agradável, mas ultimamente anda me dando sono?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que há fases em que viver parece cansar mais do que o normal?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29876664-8318151460168858571?l=crespoflavia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crespoflavia.blogspot.com/feeds/8318151460168858571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29876664&amp;postID=8318151460168858571' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/8318151460168858571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/8318151460168858571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crespoflavia.blogspot.com/2010/04/me-explica-me-ensina-me-diz.html' title='Me explica, me ensina, me diz'/><author><name>Flavia C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07116711059398478016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://farm1.static.flickr.com/237/447312753_deacbabdc1_o.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29876664.post-712515754540350694</id><published>2010-04-09T21:00:00.006-03:00</published><updated>2010-04-09T22:24:24.086-03:00</updated><title type='text'>Um morto</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_9NI0A2M6lPQ/S7_DsmuPV8I/AAAAAAAAAGE/iceLd64ptYA/s1600/fotoa251a.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 111px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9NI0A2M6lPQ/S7_DsmuPV8I/AAAAAAAAAGE/iceLd64ptYA/s200/fotoa251a.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5458296444472481730" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Depois de algumas noites mal dormidas, naquela manhã acordara de um sono angelical, gozado sem aditivos químicos. Era um dia chuvoso e tristonho de outono, e saiu mais cedo do trabalho. Se havia sido liberada na hora do almoço, presume-se, deveria estar feliz, pois a felicidade nesses casos parece ser compulsória. No entanto, para ela, que conhecia como a palma da mão cada metro quadrado de mosaico português da cidade, mudanças de rotina como essa tinham outro significado. Atirar-se às ruas do Centro em dias como aquele lhe trazia o risco de ser tragada pelo buraco negro de sua própria história. Uma coisa era passar por ali indo e voltando da labuta; outra bem diferente era ficar ao sabor da vadiagem. A tentação de reviver, mesmo que por algumas horas, os tempos em que fora uma jovilíssima flâneuse, estava sempre rondando. O penhor de se deixar enredar costumava ser pesaroso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentando salvaguardar os hábitos diários, foi comer o sanduíche de costume no restaurante de costume. Sentou-se onde sempre se sentava, naquela partezinha da frente, com vista para a rua, pequena e com pouco falatório; cada vez tinha menos paciência com gente, embora conseguisse disfarçar bem, muito bem. Para complementar o lanche-almoço, pediu uma diminuta tigelinha de creme de feijão, que começou a tomar com gosto. "Temperinho bom, bastante alho", pensou. Ao cortar o pãozinho pra molhar no acepipe, ergueu a cabeça rapidamente e mirou a calçada através do vidro. Foi o tempo preciso para ver seu passado passar. É, tal qual na música dos Paralamas, e ela que nem gostava de rock...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um morto que andava e olhava para dentro do restaurante. Ela reconhecia o corpo e a mortalha vermelha. Num gesto rápido, mais instintivo que calculado, fixou-se na imagem o tempo suficiente para ter certeza de quem era, cuidando para desviar o olhar a tempo de não ser notada. Sabia como poderia ser desconcertante, para alguém com nervos de manteiga, sangue nas veias e coração pulsante, ser percebida por quem não habita mais este mundo - o seu mundo. Numa fração de segundos torceu para que ele não se animasse a entrar ali, tornando o infeliz reencontro inevitável. Ah, foi embora. Alívio! Mas ainda ficara atordoada pela visão fantasmagórica, a ponto de dispender um par de minutos ao telefone com uma boa amiga. Vi um morto, disse. Sua fealdade me assombrou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passado o susto e uma leve rebordosa, fez o circuitinho dos velhos tempos. Entediada, percebeu que algumas cores da cidade esmaeceram diante de seus olhos semi-balzacos. Cansou-se. Felizmente, o mesmo tempo que trouxera à sua vida menos disposição para andar até o metrô trouxe também dinheiro suficiente para o taxi. Pela janela, na altura da Central do Brasil, o sol entrava desbragadamente, incomandando a vista, a despeito da chuva renitente. Agora, já estava bem mais perto de casa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29876664-712515754540350694?l=crespoflavia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crespoflavia.blogspot.com/feeds/712515754540350694/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29876664&amp;postID=712515754540350694' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/712515754540350694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/712515754540350694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crespoflavia.blogspot.com/2010/04/um-morto.html' title='Um morto'/><author><name>Flavia C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07116711059398478016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://farm1.static.flickr.com/237/447312753_deacbabdc1_o.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_9NI0A2M6lPQ/S7_DsmuPV8I/AAAAAAAAAGE/iceLd64ptYA/s72-c/fotoa251a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29876664.post-1105792235510981645</id><published>2010-04-03T21:01:00.002-03:00</published><updated>2010-04-03T21:34:37.595-03:00</updated><title type='text'>Um exercício</title><content type='html'>Eu sou impaciente e desesperada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tá, disso todo mundo já sabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que eu não sou assim sempre - digo, nas condições normais de temperatura e pressão. Se minha vida estiver virginianamente organizada, do modo como eu gosto, fico calma, calma, calma. Agora, coloque uma bagunça, uma indecisão, um vai-não-vai, e você verá a pessoa mais rabugenta, chata e ansiosa do mundo em ação. Um dos motivos que me fizeram escolher prestar concursos, além da minha paixão pela administração pública (e isso não é sarcasmo, caso não dê pra notar), é a estabilidade. ESTABILIDADE! Horários, salário certo, mudanças de rotina e emprego que dependem única e exclusivamente DE MIM, e não da boa vontade e simpatia de ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim foi por um bom tempo... até acontecer meu novo emprego. É público, paga melhor que o anterior, mas está me matando. Há uma semana sentei praça na nova autarquia e, até agora, já "morei" em três cidades diferentes e "exerci" pelo menos umas três funções. Na prática, foram os quatro dias mais improdutivos que já vivi. À espera de que a administração decida o que fazer comigo e com os outros convocados, passei dias sentada numa sala de reunião numa dinâmica de convivência à la Big Brother. Demos todos aqueles passos clássicos: cumprimentar-se, contar da própria vida, observar, fazer fofoca, confabular planos estratégicos e, por fim, entrar na decadência total, que é falar mal dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou exausta. Desde segunda que mal como e durmo bem mais ou menos. A cada dia é uma nova apreensão, uma ardência mais ardida na boca do estômago. Já chorei, sorri, esperneei e me virei do avesso de raiva. E de nada adiantou, claro. Na ilusão de ser cada vez mais dona da minha vida, perdi totalmente o controle sobre o meu destino. Que merda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o lance, meus amigos, é aproveitar essa liçãozinha que o mundo parece querer me dar. Não há nada a fazer, a não ser aprender (ou pelo menos tentar) a ser um bocadinho paciente e tranquila, já que nem tudo está ao alcance imediato das minhas mãos. Duvido muito que eu consiga, mas juro que continuarei tentando. Só espero não pirar de vez até o final dessa odisseia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29876664-1105792235510981645?l=crespoflavia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crespoflavia.blogspot.com/feeds/1105792235510981645/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29876664&amp;postID=1105792235510981645' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/1105792235510981645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/1105792235510981645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crespoflavia.blogspot.com/2010/04/um-exercicio.html' title='Um exercício'/><author><name>Flavia C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07116711059398478016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://farm1.static.flickr.com/237/447312753_deacbabdc1_o.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29876664.post-3303758299682616284</id><published>2010-03-22T23:50:00.003-03:00</published><updated>2010-03-23T00:44:18.932-03:00</updated><title type='text'>Gitana</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_9NI0A2M6lPQ/S6g4_fFuAHI/AAAAAAAAAF8/dygXFxAsweA/s1600-h/estrada.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_9NI0A2M6lPQ/S6g4_fFuAHI/AAAAAAAAAF8/dygXFxAsweA/s200/estrada.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5451670012260384882" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Hoje o blog vira diário eletrônico comme il fault.&lt;br /&gt;Amanhã será um dia daqueles decisivos. Em síntese, saberei o lugar onde morarei, pelo menos, pelos próximos 2 ou 3 anos.&lt;br /&gt;Se estou preocupada, ansiosa, com tosse nervosa e numa agitação ímpar? Claro! Minha caixa de Olcadil que o diga. Mas, ainda assim, tem uma porçãozinha de mim que se mantém calma, centrada, orientada, fazendo planos para cada uma das opções, pensando na logística da coisa, nos novos hábitos, nas inúmeras despesas.&lt;br /&gt;Não, mudanças físicas não me assustam: desde os 7 anos, quando saí do Rio pela primeira vez, já morei em um monte de cidades. Pela minha boca, já brotaram vários sotaques (crianças e a sua permeabilidade...) e saíram os vários nomes que alimentos e objetos têm em diferentes locais do Brasil (Aipim? Mandioca? Macaxeira? Tudo a mesma coisa!) Não sinto medo, nem um receiozinho sequer. Nada. Meu desejo é sempre me atirar - seja pro noroeste do Canadá ou pra uma cidadezinha acanhada no interior do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;Se há algo que aprendi com tantas idas e vindas, é que sobrevive à distância o que deve sobreviver. Um amor pode viver luminoso, forte e inabalável a milhares de quilômetros, para depois se fragilizar e partir quando a pele de um roça a do outro. Uma família pode ser unida mesmo quando um está no Hemsfério Norte e o outro no Sul, mas não sobrevive à desconfiança e à ingratidão - seja ao vivo ou via satélite. Uma amizade começada na infância pode durar 20 anos, mesmo que por 18 deles todo o contato tenha sido por cartas, telefonemas e emails. É essa a missa que rezo quando meus amigos se veem na situação em que estou agora e - adivinhem? - vêm pedir conselhos a mim, uma espécie de expert na matéria. No início, ficam um pouco desconfiados, cabreiros, mas depois se convencem de que é assim mesmo.&lt;br /&gt;Sem qualquer paúra, eu vou sair do Rio pela terceira vez em minha vida. Deixarei muito pouco pra trás: algumas sessões de teatro, metrô lotado, barulho de fuzil na madrugada, cinema, trânsito infernal, custo de vida exorbitante, shows bacaninhas, calor insuportável, alguns domingos em Ipanema. Da frivolidade, vão na minha mala cheia os sapatos, os vestidos, as dietas e os cosméticos; tudo muito novo, como novo e breve foi esse quase ano e meio que por aqui fiquei. O essencial - que é invisível aos olhos, já dizia a raposa - vai dentro de mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29876664-3303758299682616284?l=crespoflavia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crespoflavia.blogspot.com/feeds/3303758299682616284/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29876664&amp;postID=3303758299682616284' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/3303758299682616284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/3303758299682616284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crespoflavia.blogspot.com/2010/03/gitana.html' title='Gitana'/><author><name>Flavia C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07116711059398478016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://farm1.static.flickr.com/237/447312753_deacbabdc1_o.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_9NI0A2M6lPQ/S6g4_fFuAHI/AAAAAAAAAF8/dygXFxAsweA/s72-c/estrada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29876664.post-6284268735713244717</id><published>2010-03-14T16:31:00.005-03:00</published><updated>2010-03-14T20:36:27.779-03:00</updated><title type='text'>Realismo Fantástico</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_9NI0A2M6lPQ/S51OgndO0wI/AAAAAAAAAF0/FwcrxHUIx1s/s1600-h/000_1473.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_9NI0A2M6lPQ/S51OgndO0wI/AAAAAAAAAF0/FwcrxHUIx1s/s200/000_1473.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5448597446442537730" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Por que tinha de se lembrar daquele verão? Em que ponto, num dia de praia e conversa fiada, cometeu o erro de falar de tantas coisas já vividas, passadas, cicatrizadas? &lt;br /&gt;E não teve jeito: deste novelo, nunca se podia puxar uma ponta de linha sem que ele todo se desenrolasse. Chegou em casa, tirou o sal de mar do corpo e enterrou a cabeça em alfarrábios e fotos perdidas na sua bagunça digital. Pronto, já tinha caído na trama, emaranhada naquela lã maviosa que esquenta e, por vezes, sufoca.&lt;br /&gt;Passados tantos invernos, aquele foi o único verão em que estiveram juntos. Agora, apesar de toda a vida que a separava daquele tempo, as cores das fotografias pareciam explodir de tanto vigor. Os brancos sorrisos, o dourado das areias, sua pele jambo, o castanho dos cabelos desgrenhados pelo vento e a lua amarelada boiando no céu de fim de tarde, azul como seu jeans e a camiseta que ele vestia. Além do corpo mais jovem e delgado, reconhecia em seus olhos uma ternura de amor de gente moça que, havia muito, a abandonara.&lt;br /&gt;Naquela noite, se amaram como nunca antes. Quiseram-se com a ânsia e o desejo de quem há muito esperava por aquele reencontro de corpos que pareciam feitos sob medida um para o outro. Em seu íntimo, tinham consciência de que o fim estava próximo; as marés tropicais iam levá-los definitivamente para costas distantes. Contudo, não poderiam deixar de viver o que restava até o fim. &lt;br /&gt;Sofreu a dor de uma morte quando tudo terminou. Refeita, teve outros encontros e um amor novo em folha. Aquele misto de apreensão e alegria, aquela paixão tão forte e, ao mesmo tempo, tão frágil, porém, não viveria nunca mais. E, quando olhava as antigas fotos, sentia cada vez menos saudades dele do que de si mesma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29876664-6284268735713244717?l=crespoflavia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crespoflavia.blogspot.com/feeds/6284268735713244717/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29876664&amp;postID=6284268735713244717' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/6284268735713244717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/6284268735713244717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crespoflavia.blogspot.com/2010/03/realismo-fantastico.html' title='Realismo Fantástico'/><author><name>Flavia C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07116711059398478016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://farm1.static.flickr.com/237/447312753_deacbabdc1_o.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_9NI0A2M6lPQ/S51OgndO0wI/AAAAAAAAAF0/FwcrxHUIx1s/s72-c/000_1473.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29876664.post-9125847478852699301</id><published>2010-03-13T01:35:00.006-03:00</published><updated>2010-03-14T12:37:08.776-03:00</updated><title type='text'>A Confusão de Gêneros</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_9NI0A2M6lPQ/S5sZJUJqRRI/AAAAAAAAAFs/4-MSYOp1zt0/s1600-h/La_confusion_des_genres_av_tks4uf.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 138px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_9NI0A2M6lPQ/S5sZJUJqRRI/AAAAAAAAAFs/4-MSYOp1zt0/s200/La_confusion_des_genres_av_tks4uf.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5447975822053491986" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Estranhe quem quiser estranhar, mas o fato é que eu não tenho mais televisão. Abolir esse eletrodoméstico não foi um ato de protesto contra o mundo capitalista ocidental ou coisa que o valha. A verdade é que o aparelho pifou, eu tive preguiça de consertá-lo ou comprar um novo, os meses foram se passando... e, um belo dia, já não fazia mais a menor falta. Minha relação com a TV sempre foi assim: tendo, eu assisto; não tendo, passo muito bem, obrigada.&lt;br /&gt;Se uma vida sem televisão eu tiro de letra, o mesmo não posso dizer da internet, e como as mídias estão aí, misturadas, é por blogs, sites de notícias e tweets que eu fico sabendo o que rola neste Big Brother Brasil 10. A versão tupiniquim do reality show, até onde sei, é a mais prolífica do mundo - gostamos mesmo de bisbilhotar a vida alheia pelo buraco da fechadura, ou pela grande e absoluta janela de uma TV ligada na sala de estar. Ao que parece, cada edição tem lá suas polêmicas, e a bola da vez são os conflitos de sexualidade. O grande, forte e rústico lutador seria o ápice do contraponto heterossexual aos “coloridos” homossexuais. &lt;br /&gt;Pois bem: acho que não é o caso de discutir as opiniões e (im)posturas do tal lutador; suas concepções pessoais são o oposto do que penso, vivo e acredito e, creio eu, os meus amigos que por aqui passam certamente partilham de minha opinião. O que me choca, na verdade, não é o Brasil tacanha que elegeu o rapaz como porta-voz, mas sim o modo como a opinião pública e os próprios participantes reagem à confusão de gêneros que veio à tona.&lt;br /&gt;Tudo começou com a moça que disse ao mocinho com quem “ficava” que o achava “com jeito de gay”. Depois, a menina lésbica flerta com a tal moça e o jovem rapazinho afeminado (que alma leve e livre esse menino tem!) entra em jogo romântico com uma bela loirinha, alguns anos mais velha que ele. Por último, descobre-se o ensaio fotográfico de um dos másculos participantes para uma revista gay.&lt;br /&gt;Uau. Será que estávamos preparados pra isso? Parece que não. A cada um desses acontecimentos, seguiram-se lágrimas, mágoa e centenas de chacotas no mundo virtual. As “piadas” vão desde um grosseiro “esses gays sabem cozinhar, mas não sabem comer” (como se o vaticinador conhecesse de cor e salteado a alcova alheia) até um suposto “bigode” da moça homossexual. É tanto clichê, tanto lugar-comum, que chega a ser risível.&lt;br /&gt;Que desperdício de oportunidade! Nesta edição do BBB, nos é dada a chance de entender algo que não é de hoje está plantando à frente de nossos narizes: somos todos seres humanos, passíveis de amar e desamar qualquer um a qualquer tempo. Além disso, e ao contrário do que muitos acreditam, essa variedade de gêneros, essa oscilação de desejos e vontades não é um exotismo. Gente comum também é assim! A necessidade de ostentar rótulos é o que leva as pessoas a se guardarem - e, principalmente, a guardarem os outros - em caixinhas estanques. Homens gays não podem sentir atração por mulheres; se isso acontece, ou estão “confusos” ou são garanhões em pele de cordeiro. Mulheres hetero que se aproximam romanticamente de gays o fazem atraídas pelo “desafio” de “torná-los homens” ou estão sendo “enganadas” por alguém que quer “brincar” com seus sentimentos. Homens heteros não podem dançar sensualmente; se isso acontece, é claro que são gays. Lésbicas não podem tentar seduzir não-lésbicas, pois isso seria uma “falta de respeito”. Homem que é homem não faz foto pra revista de viado. Meu Deus, que chatice!&lt;br /&gt;Quando vejo tudo isso acontecendo num zum zum zum vicioso, sem que nada de bom brote e sirva de legado, sinto uma imensa frustração. Acho que já poderíamos ter passado deste ponto de inflexão há tempos. De qualquer forma, o fato da discussão estar na rua, up to date, me dá uma certa esperança de que, um dia, os diversos tons da sexualidade humana sejam vistos por nossa sociedade como nuances naturais de uma mesma cor. Façamos figas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* A foto é do excelente filme La Confusion des Genres, dirigido por Ilan Duran Cohen, que vi no Festival do Rio há uns 10 anos. O tema, claro, é o mesmo deste post. Aprovo e indico!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29876664-9125847478852699301?l=crespoflavia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crespoflavia.blogspot.com/feeds/9125847478852699301/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29876664&amp;postID=9125847478852699301' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/9125847478852699301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/9125847478852699301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crespoflavia.blogspot.com/2010/03/confusao-de-generos.html' title='A Confusão de Gêneros'/><author><name>Flavia C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07116711059398478016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://farm1.static.flickr.com/237/447312753_deacbabdc1_o.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_9NI0A2M6lPQ/S5sZJUJqRRI/AAAAAAAAAFs/4-MSYOp1zt0/s72-c/La_confusion_des_genres_av_tks4uf.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29876664.post-6614720713012603758</id><published>2010-03-06T02:22:00.004-03:00</published><updated>2010-03-06T04:21:46.754-03:00</updated><title type='text'>Morrer de Amor</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_9NI0A2M6lPQ/S5IACRQ2-7I/AAAAAAAAAFk/9i1j7YffQbw/s1600-h/rosa.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 180px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_9NI0A2M6lPQ/S5IACRQ2-7I/AAAAAAAAAFk/9i1j7YffQbw/s200/rosa.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5445414938438204338" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A doutora não conseguia entender muito bem o que acontecera. A história, a princípio óbvia, que a (im)paciente lhe contava, a partir de certo ponto passara a não fazer o menor sentido. Escabriada, pediu novos exames. O resultado mostrava que, pelo menos agora, a mocetona que se postava ansiosa à sua frente estava razoavelmente sã. Com o tratamento que lhe contara ter feito (inadequado!) e todo o sofrimento de cirurgias mal-sucedidas, dores e lágrimas que lhe narrara, nada casava com nada.&lt;br /&gt;Rugas de dúvida pululando na testa, ela marcou nova consulta. Queria comparar os exames atuais com aqueles outros, os antigos, do tempo em que todo o mal sucedera. Chegou o dia e lá estavam os dois diagnósticos, totalmente incompatíveis: um, alguns anos mais velho, sofrido, dorido, vermelho e triste, e o outro, recente, pintadinho de fresco, leve, impetuoso e levianamente saudável.&lt;br /&gt;Mais confusa ainda a mulher de branco ficou. Não receitou remédios (devido às circunstâncias, desnecessários eram), contudo pediu um moderníssimo e ultraespecífico diagnóstico sanguíneo para dali a três meses. Ele irá ser o inceticida para a pulga que teima em viver atrás de sua orelha: afinal, essa menina tem ou não tem a tal doença?&lt;br /&gt;"Não tenho" - pensou a moça do outro lado da mesa. Vaidosa, teimara por anos em não admitir a verdade que ela - e só ela - conhecia. Agora que estava prestes a ser desmascarada, tudo parecia tão claro que sabia não ter mais o direito de se esconder atrás de laudos e sintomas. O mal que lhe acometera - ah, e como sofreu! - fora mesmo de amor. Naquela feita, ele fora em sua vida um daqueles males duros, crônicos, que consomem carne e espírito ao longos dos anos, até que não sobre quase nada além de um corpo esgazeado, fatigado de dor e tristeza. Dessa moléstia, por pouco não pereceu. Se seu sofrimento não devia ser motivo de vergonha, tampouco de orgulho, que servisse, ao menos, de lição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(E creiam - serviu.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29876664-6614720713012603758?l=crespoflavia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crespoflavia.blogspot.com/feeds/6614720713012603758/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29876664&amp;postID=6614720713012603758' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/6614720713012603758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/6614720713012603758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crespoflavia.blogspot.com/2010/03/morrer-de-amor.html' title='Morrer de Amor'/><author><name>Flavia C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07116711059398478016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://farm1.static.flickr.com/237/447312753_deacbabdc1_o.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_9NI0A2M6lPQ/S5IACRQ2-7I/AAAAAAAAAFk/9i1j7YffQbw/s72-c/rosa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29876664.post-1700897098503023313</id><published>2010-02-07T00:07:00.005-02:00</published><updated>2010-02-07T00:22:35.971-02:00</updated><title type='text'>O Homem Ordinário</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_9NI0A2M6lPQ/S24jvzU8gkI/AAAAAAAAAFc/KDeSGQ3Hd2c/s1600-h/Terno_7.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 169px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_9NI0A2M6lPQ/S24jvzU8gkI/AAAAAAAAAFc/KDeSGQ3Hd2c/s200/Terno_7.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5435321104421651010" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ele nem se dava conta. Quando refletia, tinha certeza de que era o Homem Extraordinário. Vá lá, não era especialmente belo, rico ou inteligente, mas tinha suas impermanências, suas voluntariedades, suas excentricidades. Não sou de permanecer numa mesma música, ou função, ou amor, por muito tempo, dizia. Como se isso fosse mais importante que toda a aventura de viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele não fazia idéia. E, na grande falácia que criara, foi vivendo, mudando, saltando de galho em galho. Numa dessas paragens, esbarrou na Mulher Extraordinária. Ela vinha bonita, interessante, charmosíssima e cheia de problemas. Sim, problemas: a Mulher Extraordinária e a Mulher Perfeita, embora muitos não saibam, são pessoas completamente distintas. Como não poderia deixar de ser, o Homem Extraordinário se encantou e quis aquela mulher para ele. Duvidando ser ele quem dizia ser, ela resistiu, contudo ele tanto fez que acabou por convencê-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele continuava sem saber; ela, aos poucos, ia começando a identificar as incongruências daquela história. Passada a vertigem de primeira hora que sempre causa a paixão, deu-se conta a Mulher Extraordinária de que vinha distribuindo  sorrisos burocráticos em reuniões sociais, ouvindo piadas encardidas e atravessando finais de semana tediosos. Tendo absoluta certeza de quem era, só havia uma possível explicação para aquele descompasso: quem estava a seu lado, definitivamente, não era o Homem Extraordinário. Ato contínuo, deu as costas e sumiu. Surpreso, ele achou que quem ia embora era Mais Uma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele segue sem perceber até hoje. Num novo esbarrão da vida, viu-se convicto de ter encontrado, finalmente, a Mulher Extraordinária. São medianamente felizes, na medida medíocre de sua corriqueira rotina, com doses controladas de sobressalto e contratempo. Talvez, ao encontrar a morte na velhice, ele perceba que, sendo por vocação o Homem Ordinário, encontrou aconchego nos braços da Mulher Ordinária. Mas o mais provável é que morra na ignorância.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29876664-1700897098503023313?l=crespoflavia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crespoflavia.blogspot.com/feeds/1700897098503023313/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29876664&amp;postID=1700897098503023313' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/1700897098503023313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/1700897098503023313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crespoflavia.blogspot.com/2010/02/o-homem-ordinario.html' title='O Homem Ordinário'/><author><name>Flavia C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07116711059398478016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://farm1.static.flickr.com/237/447312753_deacbabdc1_o.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_9NI0A2M6lPQ/S24jvzU8gkI/AAAAAAAAAFc/KDeSGQ3Hd2c/s72-c/Terno_7.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29876664.post-1280257328802305194</id><published>2010-01-28T01:05:00.000-02:00</published><updated>2010-01-28T01:05:11.382-02:00</updated><title type='text'>De obsessão em obsessão</title><content type='html'>&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_9NI0A2M6lPQ/S2D96GFzvqI/AAAAAAAAAFU/VZo5mP0FRZw/s1600-h/munch_o_grito.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" mt="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_9NI0A2M6lPQ/S2D96GFzvqI/AAAAAAAAAFU/VZo5mP0FRZw/s200/munch_o_grito.jpg" width="154" /&gt;&lt;/a&gt;O título acima foi tomado de assalto de um texto que li num livro didático quando ainda era bem criança. Ele falava sobre a obsessão que ligava o narrador-personagem à palavra “obsessão”. Toda vez que ia escrevê-la, ele consultava o dicionário para conferir se estava empregando a grafia correta. Quando precisava usá-la assim, no seco, sem ter como confirmar (ah, aquelas trevas pré-internet...), simplesmente pirava. E, a partir daí, ele ia falando sobre pequenas outras obsessões suas. Eu devia ter uns sete ou oito anos, e adorei o texto a ponto de relê-lo um punhado de vezes. Identificação total.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;E por que me lembrei disso? Porque hoje fui dar com os costados num consultório psiquiátrico, coisa que só acontecera uma única vez na minha vida: aquela esofagite erosiva pós-defesa-do-mestrado-durante-desemprego-e-pré-primeira-incursão-no-velho-mundo começava na cabeça e tinha que terminar por lá. Mas hoje a visita tinha outra razão, bem menos dolorosa. Precisava de um laudo de sanidade mental para fins meramente profissionais. Como não conhecia o médico, fiquei pensando em como seria... e posso dizer sem pestanejar que a realidade correspondeu aos mais estranhos delírios de contista - aqueles que vinha tendo na longa viagem de taxi entre o Maracanã e Copacabana.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;O médico, figura bonachona e estrábica, começa a consulta atribuindo uma imensa importância àquele bendito atestado. Ok, não discordo, é importante mesmo, mas tanto a ponto de precisar ser complementado por um eletroencefalograma? Ta, ele é o médico e eu não sei de nada. Sou informada de que, se houver alteração no meu eletro, estou re-pro-va-da. Assimilo bem... é a vida. Depois, me pergunta quanto eu ganho. Respondo sem resistir: servidor público tem isonomia mesmo, meus rendimentos são um livro aberto. Ele diz que a pergunta faz parte do “teste”, e se eu questionasse a razão dele querer saber, demonstraria paranóia. Estaria re-pro-va-da.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Pausa dramática.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Neste momento, eu poderia escolher entre morrer de medo daquele homem ou achar toda a consulta meio boba, meio chata. Como há mais um monte de psiquiatras no livro do meu plano de saúde prontos a me considerarem uma pessoa “normal”, resolvi que seria só educada e honesta. Se ele me diagnosticasse como louca, buscaria uma segunda opinião.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;E continuam as perguntas. Em algum momento eu cito o Itamaraty, ele fala em “viados” - segunda menção do gênero, após a androginia do Caetano Veloso, que “ficou melhor depois que virou homem”. Eu me sinto pessoalmente insultada e julgo muito, muito mesmo, essa chulice machista. Depois de um cerca-lourenço que me deixou tonta - “Pra psiquiatria ser homossexual não é problema, o problema é não lidar bem com a própria homossexualidade”, blábláblá - pergunta de supetão qual é a minha orientação sexual. Eu digo que sou heterossexual. Fico feliz pelo fato de sentir atração exclusivamente por homens; fosse eu gostar só ou também de mulheres e aquela lenga-lenga duraria mais uns 20 minutos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Enveredando por caminhos que muito longe passavam do que imaginava de uma consulta como essa, chegamos ao fim. Nenhuma pergunta sobre eventos de transtorno psiquiátrico em minha vida, sintomas que possa ter tido ou medicamentos que tenha usado. No exame clínico, fui a-pro-va-da. O laudo final vem depois do eletro, no qual ainda posso ser re-pro-va-da.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Saí de lá com a palavra engodo soando nos tímpanos. Quanta tolice! Mal sabe ele que, embora eu tenha assentido com a cabeça à sua grosseria, achava um barato muito charmoso aquela fase andrógina do Caetano. Vivendo imerso na prepotência de quem não permite ao outro concluir frases, também não vai saber nunca que um sorriso polido pode esconder mil críticas. E, na obsessão por saber se sou paranóica, lésbica ou se consigo cumprir ordens, não conseguiu vislumbrar meu real defeitinho: a obsessão por beleza, simetria e perfeição. Nesse teste, ele não passou.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29876664-1280257328802305194?l=crespoflavia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crespoflavia.blogspot.com/feeds/1280257328802305194/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29876664&amp;postID=1280257328802305194' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/1280257328802305194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/1280257328802305194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crespoflavia.blogspot.com/2010/01/de-obsessao-em-obsessao.html' title='De obsessão em obsessão'/><author><name>Flavia C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07116711059398478016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://farm1.static.flickr.com/237/447312753_deacbabdc1_o.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_9NI0A2M6lPQ/S2D96GFzvqI/AAAAAAAAAFU/VZo5mP0FRZw/s72-c/munch_o_grito.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29876664.post-3509386963747687126</id><published>2010-01-18T23:04:00.000-02:00</published><updated>2010-01-18T23:04:53.528-02:00</updated><title type='text'>Daquele jeito</title><content type='html'>Olha, não é pra me gabar (até porque não ando ganhando medalha de Honra ao Mérito por isso), mas to pra ver alguém com a minha vocação pra driblar a vida. No último mês, virei quase um Robinho de cama e mesa. Um Garrincha de repartição. Um Ronaldinho Gaúcho das paixõezinhas-e-amores monumentais. Ah, viver cansa, às vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da última cacetada (hoje de manhã, par hasard), resolvi que tudo vai melhorar. E, do jeito que eu sou turrona, duvido que isso não aconteça. Quem viver, verá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29876664-3509386963747687126?l=crespoflavia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crespoflavia.blogspot.com/feeds/3509386963747687126/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29876664&amp;postID=3509386963747687126' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/3509386963747687126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/3509386963747687126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crespoflavia.blogspot.com/2010/01/daquele-jeito.html' title='Daquele jeito'/><author><name>Flavia C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07116711059398478016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://farm1.static.flickr.com/237/447312753_deacbabdc1_o.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29876664.post-7633587040412040107</id><published>2010-01-11T01:01:00.003-02:00</published><updated>2010-01-11T01:17:16.147-02:00</updated><title type='text'>Do desamor</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_9NI0A2M6lPQ/S0qUZcuPh8I/AAAAAAAAAFE/ugmdN-yJiac/s1600-h/dor_de_cotovelo.jpg" imageanchor="1" style="cssfloat: left; margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ps="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_9NI0A2M6lPQ/S0qUZcuPh8I/AAAAAAAAAFE/ugmdN-yJiac/s320/dor_de_cotovelo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Vinte e nove anos eu tenho, e há vinte e nove anos que me falam exaustivamente de amor. Amor, amor, amor - sempre ele. Amor de pai e mãe, de avô e avó, de primo, coleguinha, namorado, amigo. Amor de todo jeito, até dos (e pelos) bichinhos de estimação. A palavra amor parece ser a que deve reger a roda da vida, o sucesso profissional e pessoal, os humores, o morar, dormir, acordar, parir e viver. É uma overdose de amor, um coma alcoólico de amor.&lt;br /&gt;Irônico nisso é que, bem sabemos (e desculpe se queimarei os castelos de algum desavisado), o amor tal como o conhecemos é mais uma bela invenção humana, construída, aperfeiçoada e adornada ao longo de séculos e séculos, principalmente no sentido estrito do amor romântico - esse sem-vergonha. Vivemos um sentimento que, a bem da verdade, ninguém sabe muito bem o que é. Afeto, carinho, paixão, compaixão... Tudo isso, ao fim e ao cabo, não é amor, em diferentes gradações e espécies? E não é essa diversidade de formas de apresentação que traz o “não-sei-quê que faz a confusão”? &lt;br /&gt;Não que o amor seja uma criação perversa ou algo ruim: imagine! Se não fosse esse sentimento tão nobre e humano, teríamos feito muito pouco neste planetinha que nos foi legado. Agora, se há um sentimento outro, sobre o qual nunca ouço falar, embora o veja espalhado pelo mundo, é o desamor.&lt;br /&gt;Ah, o desamor: palavra que traz uma carga imensa de lágrimas e ranho. Quando ela me vem à cabeça, a imagem que faço é daquela bolerosa mulher dos anos 50, vestida em tafetá de seda azul-rei, sozinha, sentada à bancada de um bar na elegantíssima Copacabana de antanho. Enquanto Dolores Duran canta lá no palco um samba-canção cheio desamor, aquela mulher, amargando uma tremenda dor de cotovelo, acende o vigésimo Gaulloises e&amp;nbsp;pede ao barman mais uma dose de whisky - cowboy. Dolores, doce e cruel, entoa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Toda amargura&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Que há no céu&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Que há na terra e no mar&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Nasceu talvez da tristeza que tens no olhar&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;No céu há um sol a brilhar&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Que beija a terra e o mar&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Só tu continuas assim&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Dia e noite, a chorar&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas e o dia seguinte daquela noite etílica e fumarenta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeira hipótese.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele não vai voltar; a despeito das crianças, do apartamento na Bolívar e das festas na pérgula do Copa, o desquite é inevitável. Ele foi seu primeiro namorado, o homem a quem seu pai a entregou, com pompa e circunstância, no altar do Mosteiro de São Bento. Ele era seu único e verdadeiro amor, e agora ela o via escapar por entre os dedos e cair nas mãos duma corista do Night and Day. Pois é: além de ganhar a medonha pecha de desquitada, ainda teria de&amp;nbsp;suportar perder seu homem, de fato e direito, pra uma Certinha do Lalau. Como viver com isso? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Por uma ironia cruel&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Alguém começou a cantar&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O samba canção de Noel&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Que viu nosso amor começar&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Só falta agora&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A porta se abrir&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E ele ao lado de outra chegar&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E por mim passar&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sem me olhar&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E já era manhã quando, levando os scarpins na mão, deixou seus pés tocarem na areia úmida do Posto 4. Debruçado num janelão que se abria pro atlântico sul, o poeta (havia muitos, de verdade,&amp;nbsp;naquele tempo) via aquela mulher que, lenta e firmemente, entrava no mar, submergindo sem susto, como se encharcar os pulmões de água até fenecer fosse a única coisa sábia a fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segunda hipótese.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele não vai mesmo voltar, e essa certeza dói demais. Ela ama aquele homem de tal forma, e há tanto tempo, que nem sequer se lembra de como era viver sem amá-lo. E será que é possível desamar? Há de ser: é isso ou a morte. Morrer duas vezes é pensar nos meninos criados por uma madrasta vedete de teatro de revista. Morrer três vezes é saber que mal completou 30 anos, que tem bons pulmões (apesar do cigarro), que é linda e cobiçada e que dará cabo da própria vida se não aprender o que é desamor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Vamos sair por aí&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sem pensar no que foi&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Que sonhei&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Que chorei, que sofri&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pois a nossa manhã&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Já me fez esquecer&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Me dê a mão&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Vamos sair pra ver o sol&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Dobrando a esquina da Duvivier com a praia, ela viu a bruma morna sobre o mar amanhecido. Faria um dia quente, pensou. Caminhando pelo rasinho, molhando a barra do vestido, sorrindo e passando os dedos pelos loiros e anelados cabelos, chegou até seu apartamento. Hoje, levaria os filhos pra um mergulho. Depois, passaria na modista. Durante o almoço, planejaria o divórcio em Montevideo. E, antes de voltar pro jantar, compraria o disco daquele baiano moderno de que andavam falando. Já não fazia sentido algum ouvir samba-canção, se queria mesmo era viver em compasso de bossa nova.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29876664-7633587040412040107?l=crespoflavia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crespoflavia.blogspot.com/feeds/7633587040412040107/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29876664&amp;postID=7633587040412040107' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/7633587040412040107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/7633587040412040107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crespoflavia.blogspot.com/2010/01/do-desamor.html' title='Do desamor'/><author><name>Flavia C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07116711059398478016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://farm1.static.flickr.com/237/447312753_deacbabdc1_o.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_9NI0A2M6lPQ/S0qUZcuPh8I/AAAAAAAAAFE/ugmdN-yJiac/s72-c/dor_de_cotovelo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29876664.post-4881041151666647871</id><published>2009-12-31T18:09:00.001-02:00</published><updated>2009-12-31T18:11:50.036-02:00</updated><title type='text'>Entre mortos e feridos</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_9NI0A2M6lPQ/Sz0EwqjXttI/AAAAAAAAAE0/CpQv_B4x5q4/s1600-h/sapatp-ta%25C3%25A7a_thumb%255B1%255D.png" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ps="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_9NI0A2M6lPQ/Sz0EwqjXttI/AAAAAAAAAE0/CpQv_B4x5q4/s200/sapatp-ta%25C3%25A7a_thumb%255B1%255D.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;E&amp;nbsp;este frívolo 2009 termina assim: um cachorro a menos no canil, um dia nublado que torna inútil a piscina tão limpinha, meu vinho tinto ao lado do pistache, umas cicatrizes velhas finalmente assimiladas, um número vergonhoso de quilos a mais nas ancas e um sorriso meio bobo de quem, finalmente, entendeu algumas coisas do mundo e da gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volto em 2010. Certeza.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29876664-4881041151666647871?l=crespoflavia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crespoflavia.blogspot.com/feeds/4881041151666647871/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29876664&amp;postID=4881041151666647871' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/4881041151666647871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/4881041151666647871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crespoflavia.blogspot.com/2009/12/entre-mortos-e-feridos.html' title='Entre mortos e feridos'/><author><name>Flavia C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07116711059398478016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://farm1.static.flickr.com/237/447312753_deacbabdc1_o.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_9NI0A2M6lPQ/Sz0EwqjXttI/AAAAAAAAAE0/CpQv_B4x5q4/s72-c/sapatp-ta%25C3%25A7a_thumb%255B1%255D.png' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29876664.post-5731531077897076079</id><published>2009-12-27T14:54:00.004-02:00</published><updated>2009-12-27T15:24:28.436-02:00</updated><title type='text'>Suburbano coração</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_9NI0A2M6lPQ/SzeX3hgv5sI/AAAAAAAAAEM/ioSLfrRkH_s/s1600-h/iguacumaua.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 142px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9NI0A2M6lPQ/SzeX3hgv5sI/AAAAAAAAAEM/ioSLfrRkH_s/s200/iguacumaua.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5419967656708007618" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Se há algo de bom na velha tradição do subúrbio carioca, é o brio. Por lá, há um código moral bem forte, no qual as palavras “orgulho” e “humilhação” tem um peso muito maior do que no lado bacanérrimo do Rebouças. Coisa típica de uma gente humilde que, por não ter Cadillac e champanhota, preservava ciosamente o único bem que possuía: a honra. Sabe aquela história do fio do bigode de um homem valer mais do que um documento com firma reconhecida? Pois é.&lt;br /&gt;Quem nasceu em família suburbana, por mais que tenha tido papais moderninhos, cartão de crédito aos dezesseis e viagens supimpas, guarda sempre em algum cantinho do seu espírito esses valores. Mas como a vida é arteira e finda por nos conduzir pra lugares e pessoas bem distantes da Praça das Nações, não raro esquecemos de nossa essência além-túnel. E é no esquecimento que surge a incontinência pública, a exposição. Escândalo, pra quem não sabe, é coisa que pelo Méier não passa, embora as novelas globais tentem provar o contrário o tempo inteiro - é que os teledramaturgos de lá não vêm; só sabem na base do “ouvi falar”. Se há esparrela fácil, fácil de se cair, é a de que gente humilde é chegada a gritaria e esculhambação. Nananinanão. A classe média baixa carioca, desde que o samba era samba canção, paga com sacrifício aulas de balé e piano pras meninas, tira foto em dia de festa, ensina que não pode “colocar a mão em nada” quando se está na casa dos outros, e também que nunca devemos “nos esganar” nas festas. Assim minha avó criou a minha mãe, e assim minha mãe me criou - com a diferença de que, na minha geração, podia perguntar o porquê das coisas e conversar de igual pra igual. Mudam os tempos, mas determinados conceitos são imutáveis.&lt;br /&gt;E se dá que, um dia, inadvertidamente, sua formação suburbana vem à tona. Você, sempre tão modernosa e divertida, vê-se amarrando uma cara de ofendida daquelas, como se tivessem arrancado um pedaço do seu verniz de boa moça. Não adianta: alguém te enredou num escândalo, expôs sua boa vontade, mostrou algo de (seu) foro íntimo a gente demais. Isso te toca, irrita, aborrece, e a menina de laço de fita no passeio vespertino pela Dias da Cruz fala do estômago (é lá que ela vive) a queixa chorosa, a bronca ressentida. Claro que isso tudo pode acontecer num lapso de minuto; geralmente o tempo de você demonstrar ao ofensor que ele passou do limite. Estando provado por A mais B que você tem lá seus princípios, a menina suburbana sossega e para de espremer suco gástrico, caindo num sono sem pecado. Pronto: você parou de se envenenar. Depois da rebordosa, volta ao velho charme habitual, porque, afinal de contas, essa mulher que se tornou é a colcha de retalhos de uma vida bem rica. E ri, alto e gostoso, de mais uma pernada que a vida tentou te dar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29876664-5731531077897076079?l=crespoflavia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crespoflavia.blogspot.com/feeds/5731531077897076079/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29876664&amp;postID=5731531077897076079' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/5731531077897076079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/5731531077897076079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crespoflavia.blogspot.com/2009/12/suburbano-coracao.html' title='Suburbano coração'/><author><name>Flavia C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07116711059398478016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://farm1.static.flickr.com/237/447312753_deacbabdc1_o.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_9NI0A2M6lPQ/SzeX3hgv5sI/AAAAAAAAAEM/ioSLfrRkH_s/s72-c/iguacumaua.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29876664.post-7242157918410400859</id><published>2009-12-22T20:54:00.000-02:00</published><updated>2009-12-22T20:57:54.421-02:00</updated><title type='text'>Pílulas VI</title><content type='html'>Depois de um longo inverno, a Abominável Mulher saiu da toca. Mas cadê você, pra rir largo e com gosto dos nossos códigos de família?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29876664-7242157918410400859?l=crespoflavia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crespoflavia.blogspot.com/feeds/7242157918410400859/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29876664&amp;postID=7242157918410400859' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/7242157918410400859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/7242157918410400859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crespoflavia.blogspot.com/2009/12/pilulas-vi.html' title='Pílulas VI'/><author><name>Flavia C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07116711059398478016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://farm1.static.flickr.com/237/447312753_deacbabdc1_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29876664.post-890311000521819811</id><published>2009-12-11T20:38:00.001-02:00</published><updated>2009-12-11T20:46:38.888-02:00</updated><title type='text'>Pílulas V</title><content type='html'>Não vale uma nesga de noite sem lua, nem um tostão de mel coado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29876664-890311000521819811?l=crespoflavia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crespoflavia.blogspot.com/feeds/890311000521819811/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29876664&amp;postID=890311000521819811' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/890311000521819811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/890311000521819811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crespoflavia.blogspot.com/2009/12/pilulas-v.html' title='Pílulas V'/><author><name>Flavia C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07116711059398478016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://farm1.static.flickr.com/237/447312753_deacbabdc1_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29876664.post-5128252868626364393</id><published>2009-12-06T22:47:00.002-02:00</published><updated>2009-12-06T23:07:41.249-02:00</updated><title type='text'>Ma vie en vert, blanc et rouge</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_9NI0A2M6lPQ/SxxRb-yt7PI/AAAAAAAAADg/pHAMEoGV9Rc/s1600-h/1211429914_f.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 148px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9NI0A2M6lPQ/SxxRb-yt7PI/AAAAAAAAADg/pHAMEoGV9Rc/s200/1211429914_f.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412290393346534642" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Futebol, diz-se, é o esporte das paixões extremadas, da irracionalidade total, da ira, do amor, do ódio, ou de todos esses sentimentos juntos, embolados num misto de muita testosterona e nenhum raciocínio lógico. Eu concordo com tal visão até certo ponto, porque há nessa definição uma omissão séria: cada torcida, em todo canto do mundo, tem seu jeito próprio de demonstrar o amor e a devoção por seu time. Digo isso porque não acredito que o torcedor do Chelsea seja igual ao do Manchester, assim como um botafoguense nunca se parecerá com um flamenguista. O máximo que pode haver são similaridades entre torcedores de diferentes locais: Náutico, Fluminense e São Paulo são historicamente times de elite em seus estados, da mesma forma que Vasco e Palmeiras são clubes de imigrantes (portugueses e italianos, respectivamente) e Santos e Botafogo guardam um passado glorioso; não resta muito a deixar pra posteridade depois de ter em seu plantel Pelé e Garrincha.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É essa singularidade na forma de ser e amar que cria aquela incrível química nos estádios mundo afora. Quando ando pelo Maracanã no intervalo de um jogo, não é só aquela belíssima camisa grená que me identifica como parte de um grupo: compartilho com aquelas pessoas um modo todo especial e único de amar meu time. E, esse time, pra regozijo de minh’alma, é o Fluminense.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ah, o Fluminense. Como eu poderia não ser tricolor? Ao contrário das crianças que são aliciadas por tios, pais e avós até “virarem a casaca”, eu não tenho memória de um dia sequer na vida ter torcido pra outro time. A família de minha mãe é toda tricolor; meu pai, botafoguense patológico e - por que não dizer? - por muito tempo patético, nunca tentou converter a filha única à religião da Estrela Solitária. Embora ele diga que o fato de eu ser uma menina me “liberou” dessa obrigação penosa, eu tenho cá pra mim que isso foi antes um ato de amor: nos anos 80, torcer para o Botafogo era um sofrimento que nenhuma criança merecia - e ele sabia disso. Se um dia, emprenhado pelos ouvidos e pelos passes de Garrincha, meu pai trocou o Vasco pelo Botafogo, agora amargava sozinho e sem sucessores longos anos de limbo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pobre do meu pai. Foram incontáveis os domingos em que ele partia, resignado, do reduto tricolor dos meus avós maternos para ver o Botafogo apanhar de novo em São Januário ou no Maracanã. Quando voltava cabisbaixo e arrasado de mais uma batalha inglória, encontrava uma urbe de impiedosos gozadores. Certa vez, quando abriu a porta, deparou-se comigo gritando “Vascoooo!!!”, vestida com uma camiseta improvisada. O Botafogo havia perdido mais um campeonato, a família ria desbragadamente e eu, aos quatro anos, aprendia o significado da palavra crueldade. Embora meu pai não tenha me dado um time, foi com ele que aprendi a amar o futebol. Ex-jogador profissional e apaixonado pelo esporte, passou a paixão para mim por osmose. Assistir jogos ao seu lado é sempre um prazer, à exceção do “Clássico Vovô” - não sejamos hipócritas, guerra é guerra.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O caso é que sou tricolor, como tricolor é minha mãe e são meus tios, meus primos, meus avós e bisavós, alguns dos quais sócios remidos do Fluminense Football Club. Pra não deixar dúvidas desde o princípio, nasci numa tarde chuvosa na Rua das Laranjeiras, apenas algumas quadras separada da sede do Fluminense. Assim como a maior parte dos tricolores, não sou assídua freqüentadora de estádios, mas acompanho os jogos e o desempenho do time de longe, como um pai cioso de que o filho sabe em que direção a bola vai. Nos momentos decisivos, no entanto, lá estou eu, vestida com o sagrado manto verde, branco e grená, gritando, sorrindo, sofrendo, gemendo e chorando num vale de lágrimas - que pode ser o Maracanã ou o sofá da minha casa. Toda alegria e o sofrimento, evidentemente, são vividos à moda tricolor: somos, por natureza, comedidos, delicados, discretos e levemente arrogantes. Tricolores são, sim, torcedores de punhos de renda. Não é à toa que uma de nossas principais torcidas organizadas entra nos estádios entoando o refrão “Tá chegando a playboyzada”. O Fluminense é e sempre será um time declaradamente de elite, e não tem a menor pretensão de ter o apelo popular de um Flamengo ou de um Corinthians. Somos o que somos, e nos bastamos com nosso mascote engomadinho. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ser tricolor tem, portanto, um sabor especial. É saber que a sua torcida é a mais bonita do Brasil e que o escrete das arquibancadas faz de você um torcedor dos mais bem acompanhados. Antônio Carlos Jobim, Arthur da Távola, Cartola, Mário Lago, Chico Buarque... Todos ilustres tricolores que batiam ou batem um bolão em suas áreas profissionais. E nunca ouse nos chamar de “tricolores cariocas”: já disse um dos melhores de nós, Nelson Rodrigues, que tricolor é o Fluminense; o resto é time de três cores.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na última quarta-feira, eu estava no Maracanã. Havia passado três dias pensando se deveria ou não ir ver a final da Copa Sul-Americana, depois do Fluminense apanhar de 5 a 1 da LDU na altitude desleal de Quito. No caminho do trabalho para casa, algo aconteceu. Comecei a ver o movimento ainda tímido dos tricolores andando pela Presidente Vargas em direção aos pontos dos ônibus que os levariam ao jogo. A agonia foi crescendo. Pra um grupo que passou, perguntei se ainda havia ingressos; responderam-me que não. Emburrei e logo pensei: “É, vou comprar no cambista e morrer numa bela grana, mas não posso deixar de ir”. O medo é que algo incrível acontecesse naquele jogo e eu, por mero capricho do destino, não estivesse lá para ver e contar aos meus netos (que, evidentemente, serão tricolores). Quando passamos da Praça da Bandeira, o que vi foi um incrível mar de gente nas três cores que traduzem tradição. Nesse momento, eu já nem dava por mim. Saltei na estátua do Bellini e caminhei, trêmula, em direção à bilheteria, como se fosse a única atitude digna a tomar. Ouvindo toda aquela gente cantar “A bênção, João de Deus” e com a entrada na mão (cadeira azul foi tudo o que me coube no latifúndio do “maior do mundo”), era só passar em casa, tomar um banho e vestir a mais linda de todas as camisas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não, o Fluminense não ganhou o campeonato; os 3 a 0 que marcou contra a LDU não foram suficientes para tirar a diferença, após a goleada de Quito. Mas o que vi no Maracanã foi algo muito maior do que isso: uma torcida linda, luminosa, feliz e confiante, que conduziu à frente um time com uma enorme vontade de ser o melhor. Foram quase duas horas de coração acelerado, gritos apaixonados e emoção à flor da pele. Houve um momento em que a angústia me fez ter certeza de que, se sobrevivesse àquilo, deveria parar de ir a estádios quando chegasse à meia idade. Ao fim, sendo os tricolores que sempre fomos, aplaudimos de pé nosso time, que lutou pela vitória lindamente até o fim. É que, tal qual o mendigo de fraque e cartola, mesmo quando nossos punhos andam puídos, ainda andamos eretos, elegantes e empoados, como se estivéssemos a levar o rei na barriga. Nenhuma torcida torna-se conhecida como “pó de arroz” impunemente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Toda essa montanha russa de emoções rendeu, para mim, uma noite mal-dormida e muita falta de ar, mas não é isso que as grandes paixões causam mundo afora? E essa é a minha vida em verde, branco e grená: lances arrebatadores, tradições familiares, fidelidade canina e, acima de tudo, o amor desmesurado e inconsequente que só o bendito esporte bretão causa nos corações de homens e mulheres como eu.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29876664-5128252868626364393?l=crespoflavia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crespoflavia.blogspot.com/feeds/5128252868626364393/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29876664&amp;postID=5128252868626364393' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/5128252868626364393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/5128252868626364393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crespoflavia.blogspot.com/2009/12/ma-vie-en-vert-blanc-et-rouge.html' title='Ma vie en vert, blanc et rouge'/><author><name>Flavia C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07116711059398478016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://farm1.static.flickr.com/237/447312753_deacbabdc1_o.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_9NI0A2M6lPQ/SxxRb-yt7PI/AAAAAAAAADg/pHAMEoGV9Rc/s72-c/1211429914_f.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29876664.post-1685136699804829151</id><published>2009-04-27T00:49:00.003-03:00</published><updated>2009-04-27T00:57:50.450-03:00</updated><title type='text'>Além de Paris, em abril</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_9NI0A2M6lPQ/SfUr91FT5BI/AAAAAAAAADY/JssyF-57hLc/s1600-h/untitled.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 146px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_9NI0A2M6lPQ/SfUr91FT5BI/AAAAAAAAADY/JssyF-57hLc/s200/untitled.bmp" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5329214075284218898" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como sabe quem me conhece mais de perto, vivi no Rio até os 7 anos, quando me mudei para só voltar a morar aqui quando cheguei à universidade. Durante a longa ausência, guardava pela cidade um misto de carinho e medo. Nas minhas primeiras férias de meio de ano desde a mudança pra Maceió, arrombaram o carro do meu tio na Tijuca e levaram toda a minha bagagem. Para quem morava num lugar conhecido como “Paraíso das Águas”, minha reação foi típica: quis pegar o primeiro avião e voltar pra Praia da Jatiúca. Desfaçatez do destino, essa semana a capital alagoana foi cenário de um crime semelhante ao que vitimou fatalmente o menino João Hélio no subúrbio carioca. Vinte anos, meus caros, não são vinte dias.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando finalmente tornei a casa, precisei redescobrir o Rio. Queria sentir a cidade de dentro pra fora, e não de fora pra dentro. O idílio dos exilados não é bom conselheiro; vela a visão tanto quanto o preconceito dos xenófobos. E foi enredada pela liberdade da vida universitária que vivi meu novo-primeiro outono carioca, um outono assaz atípico, cheio de nuvens no céu, novos amigos e longas caminhadas entre os &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;campi&lt;/span&gt; da UFF. Se houve uma nesga de céu azul em 1999, não vi.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dez outonos depois, já tenho minha história particular da estação em que o Rio se torna uma cidade ainda mais bela do que já é o ano inteiro. O outono carioca, forasteiros, é &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;algo&lt;/span&gt;. Ainda hoje, a sua chegada é quase sempre surpreendente pra mim. Após mais uma madrugada abafada em meio aos temporais assombrosos de março, o dia amanhece lindo e civilizadamente fresco. Você se dá conta de que pode tomar banho e se vestir para ir trabalhar com o ar condicionado desligado, o que é um luxo para quem acaba de sair do verão austral. O clima agradável e a irradiação solar suave permitem que se escolha o figurino que quiser, e aquele vestido de &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;laise&lt;/span&gt; amarela pula da gaveta para as suas mãos. Os cabelos das mulheres podem ficar soltos (o suor não vai escorrer pescoço abaixo) e os homens parecem sensivelmente mais belos e leves no Centro nervoso da cidade: envergar um terno, com essa brisa, é outra história. Até o secular mau cheiro da Rua da Quitanda dá uma colher de chá aos nossos narizes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em meio a tanta beleza, o outono carioca deve ser uma época propícia ao amor. Cantou o gorducho Ed Motta, por volta de 2001: “Há um lugar para ser feliz/ Além de abril em Paris/ Outono no Rio”. Sobre a primavera parisiense, não tenho opinião a emitir - conheci a cidade num inverno de ventos cortantes que me causaram um baita crise de sinusite - mas esses três versos sempre provocaram em mim uma extrema simpatia. Meus amores de primavera foram paixões de inverno que, um dia, nasceram como despretensiosas inquietações de outono. Tempo de semeadura, nossa estação-vedete.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Neste momento, cai uma chuvinha lá fora. Apesar disso, tenho certeza de que amanhã de manhã, quando eu dobrar a esquina da praia, um pano de fundo incrivelmente azul estará emoldurando o Pão de Açúcar. Não há dia que possa começar mal, quando se vive numa cidade em feitio de espetáculo...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29876664-1685136699804829151?l=crespoflavia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crespoflavia.blogspot.com/feeds/1685136699804829151/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29876664&amp;postID=1685136699804829151' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/1685136699804829151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/1685136699804829151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crespoflavia.blogspot.com/2009/04/alem-de-paris-em-abril.html' title='Além de Paris, em abril'/><author><name>Flavia C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07116711059398478016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://farm1.static.flickr.com/237/447312753_deacbabdc1_o.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_9NI0A2M6lPQ/SfUr91FT5BI/AAAAAAAAADY/JssyF-57hLc/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29876664.post-8314646286433755736</id><published>2009-04-13T02:48:00.004-03:00</published><updated>2009-12-15T00:53:14.985-02:00</updated><title type='text'>Brilho Eterno</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_9NI0A2M6lPQ/SeLVcwV_kLI/AAAAAAAAADQ/5N4-GaIci0w/s1600-h/OgAAANS7grY32gnEtzrimZk94r0evfj0waiQnqtnSOEw7-olD4YkjFYg3UByVXACjGU7AlgLRXsmThYHoDdJjS0ex6YAm1T1UJ-IKPS2Gvw6-6P8CttkNXYghWfP.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5324052399495549106" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 151px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_9NI0A2M6lPQ/SeLVcwV_kLI/AAAAAAAAADQ/5N4-GaIci0w/s200/OgAAANS7grY32gnEtzrimZk94r0evfj0waiQnqtnSOEw7-olD4YkjFYg3UByVXACjGU7AlgLRXsmThYHoDdJjS0ex6YAm1T1UJ-IKPS2Gvw6-6P8CttkNXYghWfP.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Hoje vi na TV que cientistas descobriram um dos buracos negros da psique humana. Sim: é possível apagar memórias do nosso cérebro através de drogas, estímulos ou algo do gênero. Aquele namorado complicado, os anos de &lt;em&gt;bullying &lt;/em&gt;no colégio, o chefe que te assediou moralmente... tudo deletado pra sempre do seu HD, sem deixar vestígios. O desagradável vício de fumar ou beber? Nunca mais. Adeus, lembranças amargas e hábitos nefastos.&lt;br /&gt;Curioso é que essa notícia me pegou num dia especialmente nostálgico. Na casa do meus pais para o feriado da Páscoa, reencontrei numa bolsa de viagem embolorada as fotos de toda a minha vida - ou pelo menos de uma parte considerável dela. Flavia bebê de cabelos clarinhos com vovô e vovó; Flavia no apartamento de Laranjeiras aprendendo a dançar com o Dindo; Flavia banguela na festa de fim de ano da escola; Flavia com os primos brincando no chão da casa da tia-avó; Flavia com papai e mamãe na Cidade da Criança... E com os amigos em Maceió, em Teresópolis, no Rio, em todo o canto. Fato inconteste é que quase todas essas lembranças são muito felizes e luminosas, contudo salpicadas de tristezas que, lá e cá, tornam a vida agridoce - requinte de paladar que, cá pra nós, diz muito mais à minha língua do que o que é excessivamente açucarado.&lt;br /&gt;Evidente que há coisas pelas quais eu preferia não ter passado. Já segurei barras pesadas demais pros meus 28 anos... fatos terríveis, dolorosos ou difíceis mas que, ao fim e ao cabo, fazem parte da minha história de uma forma indissociável. Fico imaginando se toda essa tecnologia da neurociência estivesse ao meu alcance amanhã de manhã quando eu acordasse. Algo como um vendedor no melhor estilo “Avon chama” batendo à porta do meu apartamento, portando uma engenhoca capaz de apagar lembranças ruins por preços módicos. A senhora escolhe, eu apago. E aí, como escolher? Aliás... devo escolher? O que sobraria de mim, depois de eliminar as experiências negativas?&lt;br /&gt;Apesar dos tropeções (meus e dos outros) que bagunçaram meu coreto tantas vezes, acho que ser quem eu sou ainda me dá um profundo prazer. Sabe aquele verso do Caetano, “Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é”? Pois é... sou tão arraigada às minhas dores e delícias que jamais saberia viver sem elas. Há os que chamam isso de autoestima elevada. Melhor assim.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29876664-8314646286433755736?l=crespoflavia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crespoflavia.blogspot.com/feeds/8314646286433755736/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29876664&amp;postID=8314646286433755736' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/8314646286433755736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/8314646286433755736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crespoflavia.blogspot.com/2009/04/brilho-eterno.html' title='Brilho Eterno'/><author><name>Flavia C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07116711059398478016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://farm1.static.flickr.com/237/447312753_deacbabdc1_o.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_9NI0A2M6lPQ/SeLVcwV_kLI/AAAAAAAAADQ/5N4-GaIci0w/s72-c/OgAAANS7grY32gnEtzrimZk94r0evfj0waiQnqtnSOEw7-olD4YkjFYg3UByVXACjGU7AlgLRXsmThYHoDdJjS0ex6YAm1T1UJ-IKPS2Gvw6-6P8CttkNXYghWfP.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29876664.post-1072889987037223174</id><published>2009-03-15T22:42:00.005-03:00</published><updated>2009-03-16T00:43:26.987-03:00</updated><title type='text'>Três casamentos e um pouco de audácia</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_9NI0A2M6lPQ/Sb3K1H2tvLI/AAAAAAAAADI/Y3LrxNAr5Pk/s1600-h/O_buque_da_noiva.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5313626149357468850" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 171px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_9NI0A2M6lPQ/Sb3K1H2tvLI/AAAAAAAAADI/Y3LrxNAr5Pk/s200/O_buque_da_noiva.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Hoje de manhã, terminei uma longa e onerosa temporada de cerimônias de casamento. É, meus caros amigos: aproximar-se dos 30 anos tem dessas coisas. As amigas da sua idade estão se casando - é irremediável. Daí a isso te levar a crer que deveria considerar seriamente a possibilidade é um pulo. Impossível olhar toda aquela felicidade transbordando e não pensar nem por um minutinho que gostaria de estar lá, de véu, grinalda, buquê e vestido branco, fazendo juras de amor eterno perante a lei dos homens e a lei de Deus.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O casamento de ontem, devo esclarecer, foi o mais significativo dos três que assisti nos últimos meses. A noiva era minha prima Camila, pessoa muito amada e cara pra mim. Nossa primeira foto juntas, como gostamos de brincar, foi ainda dentro dos barrigões de nossas mães, um apontando para o outro, num quase desafio de "quem tem o útero mais dilatado". Nasci em agosto; Camila, em outubro. Crescemos e nos tornamos duas pessoas muito diferentes, e justamente por isso sempre tive a certeza claríssima de que ela se casaria antes de mim. A grande questão, portanto, era: como eu vou me sentir, solteira &lt;em&gt;comme il fault&lt;/em&gt;, no casamento da Mila? Serei contaminada a sério pelas susceptibilidades suburbanas da minha família a ponto de me considerar a "prima encalhada"? Vou me sentir uma velha solteirona quando não conseguir segurar as lágrimas? Oh, vida.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Madrinha que era, escolhi um belíssimo vestido e caprichei no cabelo e na maquiagem. Investimento feito com carinho e prazer; Camila merecia um belo altar. Cheguei à igreja sob uma chuva chata e logo engatei num papo animado com as outras madrinhas, amigas da minha prima que, durante o pré-casamento, acabaram se tornando minhas amigas também. De tempos em tempos, pedia a Tia Rosane pra me dizer a localização do seu filho, meu primo e par Daniel, atrasadésimo. Papo vai, igreja enchendo, papo vem, Daniel chega, olho pra entrada do jardim e vejo a noiva e o pai. Showtime.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Com o braço engastado ao do Dani, a ficha finalmente caiu. Carambola de Maracatu Atômico! Conversava com meu primo sobre as gracinhas do Mateus, filho dele; reclamava do estresse contínuo do meu trabalho... e a Camila, bonitona e grande, Arquiteta e Urbanista (como diz a tattoo que leva no pé), com o Tio Ronaldo, vindo logo atrás de nós. Somos gente adulta, por mais incrível que possa parecer. Uau.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Entrei na igreja explodindo de felicidade, agradeci ao destino pela Mila ter encontrado alguém tão bacana quanto o Paulo pra compartilhar a vida e simplesmente me desmanchei quando ela parou, no meio do caminho para o altar, para beijar e abraçar a minha avó, tão velhinha e feliz por ver a sobrinha-neta se casando. Família é ruim, mas é bom demais. Após a saída, os padrinhos formaram um corredor polonês para jogar arroz sobre os noivos. Olhei pra empolgação do meu primo planejando tacar um punhadinho do cereal dentro da boca da Camila e reconheci o garoto espírito de porco e carinhoso que conheço desde que nasci. Algumas coisas nunca mudam.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Durante a festa, ao pedir ao garçon que servisse água à Tia Eliete, ele me perguntou qual das senhoras do grupinho que eu havia indicado era a minha tia. Ri muito e respondi que tias eram todas, mas a de preto é que tinha sede. No meio de tantas pessoas amadas, sem uma gota de álcool no sangue e recebendo muitos elogios à minha toilette, eu me senti abusadamente feliz e vaidosa. Sabem do que mais? Meninas solteiras e bem resolvidas são admiradas, mesmo quando se aproximam dos 30, e tias, dos 40 aos 80, não te cobram casamento; elas querem é te ver feliz. Quando essa felicidade transborda de você pelo simples prazer de ser quem é e estar exatamente onde gostaria de estar, ninguém no ambiente fica imune a ela. Ainda bem.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29876664-1072889987037223174?l=crespoflavia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crespoflavia.blogspot.com/feeds/1072889987037223174/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29876664&amp;postID=1072889987037223174' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/1072889987037223174'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/1072889987037223174'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crespoflavia.blogspot.com/2009/03/tres-casamentos-e-um-pouco-de-audacia.html' title='Três casamentos e um pouco de audácia'/><author><name>Flavia C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07116711059398478016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://farm1.static.flickr.com/237/447312753_deacbabdc1_o.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_9NI0A2M6lPQ/Sb3K1H2tvLI/AAAAAAAAADI/Y3LrxNAr5Pk/s72-c/O_buque_da_noiva.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29876664.post-2447756895793086812</id><published>2009-02-04T22:09:00.002-02:00</published><updated>2009-02-04T22:15:04.167-02:00</updated><title type='text'>Volare</title><content type='html'>Queimada de sol e contente. Olhando o mundo com um arzinho de flerte. Revivendo romance com o Rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sonhando como será o passo número 2 dessa valsa da vida adulta...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29876664-2447756895793086812?l=crespoflavia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crespoflavia.blogspot.com/feeds/2447756895793086812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29876664&amp;postID=2447756895793086812' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/2447756895793086812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/2447756895793086812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crespoflavia.blogspot.com/2009/02/volare.html' title='Volare'/><author><name>Flavia C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07116711059398478016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://farm1.static.flickr.com/237/447312753_deacbabdc1_o.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29876664.post-6377802962348689113</id><published>2009-01-25T23:38:00.002-02:00</published><updated>2009-01-25T23:44:00.130-02:00</updated><title type='text'>Pílulas IV</title><content type='html'>O que eu quereria saber, caso fosse possível, é qual a parte que realmente me cabe nesse latifúndio...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29876664-6377802962348689113?l=crespoflavia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crespoflavia.blogspot.com/feeds/6377802962348689113/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29876664&amp;postID=6377802962348689113' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/6377802962348689113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/6377802962348689113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crespoflavia.blogspot.com/2009/01/plulas-iv.html' title='Pílulas IV'/><author><name>Flavia C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07116711059398478016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://farm1.static.flickr.com/237/447312753_deacbabdc1_o.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29876664.post-5669993054258212859</id><published>2009-01-18T15:22:00.002-02:00</published><updated>2009-01-18T16:20:05.534-02:00</updated><title type='text'>Uma pequena porção de nada</title><content type='html'>Já corri muito atrás de ir embora definitivamente do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como parte desse desejo tão antigo quanto a minha volta pra cá, na época da faculdade, fiz inúmeros concursos pra outros estados, tentei bolsas de estudo e avaliei propostas de emprego. Ao fim e ao cabo, nenhuma dessas tentativas resultou numa mudança efetiva. Quando muito geraram em mim uma positiva ansiedade, mas ficaram nisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, enquanto andava aqui pelo Largo do Machado, aporrinhada com a minha gripe e pensando se deveria ou não ver Vicky Cristina Barcelona na sessão das 4, me dei conta de que viver no Rio é bom, muito bom. Ah, é melhor ainda se você, assim como eu, prezar pelo conforto e não se importar em manter o ar condicionado ligado durante os dias mais quentes. Esse clima de balneário, principalmente no verão, deixa a cidade especialmente risonha. Gostoso entrar na Galeria São Luiz e almoçar um temaki fresquinho como o tempo pede, depois assistir a um filme e finalmente vir pra casa encontrar um bom romance na estante. Sim: existe felicidade nessa cidadezinha ao Sul do Equador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caso é que felicidade existe em outros cantos também. E uma felicidade sem as cobranças de memórias construídas ao longo dos anos, de lugares que remetem a pessoas que por vezes adoraríamos esquecer de vez. Embora eu tenha passado grande parte da minha vida fora do Rio, aqui vivem as mais fortes lembranças da tríade amigos-amores-família. Nômade que sou, essa avalanche de referências me sufoca a ponto de fazer sofrer. Quase impossível circular pela cidade sem lembrar de um bom momento que não volta mais, de alguém querido que morreu, de tudo de bom e de ruim que vivi aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você leu isso e pensou que é assim mesmo, que o negócio é tocar pra frente, respondo que não sei. Com todo o carinho que tenho pelo estonteante cenário carioca, pra mim ele se parece com uma folha de papel de carta bem decorada, mas desgastada por contínuos esfregões de borracha. Uma hora a folha, de tão fininha, se rasga, e não há mais como remendá-la. É hora de fazer um novo começo, sem vícios, num papel novinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que para muitos meu raciocínio deve se parecer com fuga da realidade, um ultraromantismo tolo. Talvez seja mesmo. Mas prefiro cultivar essa ilusão boa a achar que, onde quer que eu vá, carregarei um fardo grande e pesado de passados. Ah, e talvez nem seja tão ilusório pensar assim. Qual de nós não voltou melhor de uma viagem feita no momento em que a vida parecia mais complicada? Quem nunca ouviu uma história sobre pessoas que conseguiram se afastar de vez de parentes indesejáveis quando resolveram mudar de cidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei até quando permanecerei no Rio, mas sei que hoje, mais do que nunca, ficar ou sair dependerá integralmente do meu empenho pessoal, com uma pequena ajudinha do acaso. O destino - sempre ele - tem me apontado, com pequenos incidentes, novos caminhos. O melhor desse momento da minha vida, sem dúvida, é a tranquilidade que adquiri pra esperar o tempo certo de semear e colher. Mas isso já é tema pra um outro post.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29876664-5669993054258212859?l=crespoflavia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crespoflavia.blogspot.com/feeds/5669993054258212859/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29876664&amp;postID=5669993054258212859' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/5669993054258212859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/5669993054258212859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crespoflavia.blogspot.com/2009/01/uma-pequena-poro-de-nada.html' title='Uma pequena porção de nada'/><author><name>Flavia C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07116711059398478016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://farm1.static.flickr.com/237/447312753_deacbabdc1_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29876664.post-3590566287698371477</id><published>2008-10-15T23:43:00.004-03:00</published><updated>2008-10-15T23:54:45.385-03:00</updated><title type='text'>Terríveis tentações</title><content type='html'>Não, não devo olhar pra trás, muito menos lá atrás, quando eu era outra... tão outra que nem me reconheço. "Em que espelho ficou perdida a minha face?", disse Cecília Meireles. Não me interessa; não vale a pena encontrá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que eu não faça isso de novo, sob pena de virar estátua de sal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que os anjos continuem velando por mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29876664-3590566287698371477?l=crespoflavia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crespoflavia.blogspot.com/feeds/3590566287698371477/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29876664&amp;postID=3590566287698371477' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/3590566287698371477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/3590566287698371477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crespoflavia.blogspot.com/2008/10/terrveis-tentaes.html' title='Terríveis tentações'/><author><name>Flavia C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07116711059398478016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://farm1.static.flickr.com/237/447312753_deacbabdc1_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29876664.post-8640993492214904019</id><published>2007-12-10T11:04:00.004-02:00</published><updated>2008-05-26T02:30:03.245-03:00</updated><title type='text'>Pra não chorar...</title><content type='html'>&lt;p&gt;Era antevéspera do meu aniversário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia menos de 2 anos que eu tinha voltado pro Rio com a minha família, depois de quatro anos e meio entre Maceió e Curitiba. A temporada fora me proporcionou uma infância saudável, sem preocupações com violência urbana, e a oportunidade de viver coisas tão simples e deliciosas como pular amarelinha e elástico na rua, andar descalça e correr de bicicleta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu tinha voltado pro Rio, ou melhor, pra Teresópolis, porque meus pais preferiram enfrentar 200 quilômetros de estrada por dia a me expor ao caos da segurança pública do Rio de Janeiro. Não conseguiam me imaginar pegando ônibus, tendo tênis roubado, essas coisas. Expostos a isso sempre estiveram meus parentes maternos, habitantes irremediáveis da Penha, Méier e Bonsucesso. Minha mãe foi criada num subúrbio carioca quase idílico; minha avó e suas irmãs mais novas, adolescentes bonitas e bem vestidas, faziam o "footing" nas tardes de domingo na Praça das Nações. Assim conheceram seus futuros maridos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas tragédias, infelizmente, são anunciadas. Na noite de 25 de agosto de 1994, o telefone tocou. Andréa, minha prima e afilhada da minha mãe, tinha sido novamente assaltada enquanto dirigia. Para nós, era algo quase corriqueiro. Já tínhamos perdido a conta dos roubos de carro a mão armada pelos quais a Andréa já tinha passado, e uma vez, dois anos antes, havia sido até pior: após tomar uma "fechada" na Av. Brasil, quando voltava da faculdade pra casa, os bandidos a colocaram no banco de trás e correram todo o subúrbio fazendo assaltos. Lembro dela contando a história pra minha mãe no telefone, e dizendo: "Eu não agüento mais viver aqui, quando eu me formar quero sair do Rio, quem sabe ir pra Maceió... posso morar com você, Dinda?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não deu tempo. O último assalto pegou minha prima no 5º período da faculdade de Administração. Foi à concessionária pegar o carro novo, um Prêmio novinho em folha, e ligou pra avó pedindo que não contasse a ninguém, porque meus tios pensavam que ela só o buscaria no sábado, e queria fazer surpresa. No caminho, passaria na faculdade, a Estácio de Sá do Rio Comprido, pra entregar um trabalho. Estava parada no sinal da Rua do Bispo com a Barão de Itapagipe quando alguém bateu com o cano de uma arma no vidro do ser lado. Assustada, tirou o pé da embreagem. O carro pulou, o assaltante pensou que ela fosse fugir e atirou. Por milímetros, a medula foi atingida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei meu aniversário no hospital, junto com toda a família, mobilizada em torno daquele drama. Doze dias em coma, e a morte. Andréa tinha 23 anos, era linda, feliz e fazia muitos planos de futuro. Acabou. O enterro foi no dia do aniversário da minha mãe. Ela era apaixonada pela prima e afilhada, um amor tão grande que às vezes até me dava ciúmes. Arrisco dizer que, depois daquele dia, nunca mais foi a mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por uma infelicidade extrema, conheço o que a família do menino Hugo deve estar sentindo agora. Uma criança adorável, com a vida ceifada tão precocemente... não sei mais o que dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a cidade é linda. Talvez eu seja covarde e devesse lutar mais, mas cansei desse lugar. Mesmo. Quero ir embora, criar os filhos que terei sem medo de beijar-lhes a têmpera de manhã e vê-los estirados em alguma esquina à tarde. Não há quem mereça passar pelo que os meus tios e os pais do Hugo passaram.&lt;/p&gt; &lt;!-- google_ad_section_end --&gt;&lt;!-- google_ad_section_start(weight=ignore) --&gt; &lt;!-- Creative for 300 x 250 format --&gt;       &lt;script type="text/javascript" language="Javascript"&gt; &lt;!-- google_hints = "Pra não chorar..."; google_ad_channel = "Brazil300x250"; google_language = "pt"; google_ad_client = "ca-fotolog_intl_js"; google_ad_width = 300; google_ad_height = 250; google_ad_format = "300x250_as"; google_ad_type = "flash,image,text"; google_safe = "medium"; google_color_border = "CCFFFF"; google_color_bg = "CCFFFF"; google_color_link = "4B0082"; google_color_url = "4B0082"; google_color_text = "663300"; google_cust_gender = 2; //--&gt;&lt;/script&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29876664-8640993492214904019?l=crespoflavia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crespoflavia.blogspot.com/feeds/8640993492214904019/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29876664&amp;postID=8640993492214904019' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/8640993492214904019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/8640993492214904019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crespoflavia.blogspot.com/2007/12/pra-no-chorar_10.html' title='Pra não chorar...'/><author><name>Flavia C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07116711059398478016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://farm1.static.flickr.com/237/447312753_deacbabdc1_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29876664.post-6635472021072805147</id><published>2007-11-21T22:09:00.000-02:00</published><updated>2008-12-10T13:54:33.322-02:00</updated><title type='text'>Comme toujours</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_9NI0A2M6lPQ/R0TR-hs2DAI/AAAAAAAAABE/3fyw4uYpRyo/s1600-h/PARIS+%28112%29.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9NI0A2M6lPQ/R0TR-hs2DAI/AAAAAAAAABE/3fyw4uYpRyo/s200/PARIS+%28112%29.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5135460347237764098" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Parce que c'est très dificille de comprendre que, parfois, personnes ont le désir de voir dans l'âme des autres ses imperfections.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais je sais qui je suis: la même jolie elevée pour être une femme sensible, intelligente, belle, libre, singulaire, et aussi pleine d'amour pour donner.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Drôle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regardez ton interieur par deux minutes. Ta nature c'est l'opposé de ma nature. Tu n'est pas un homme seul, mais je suis comme ça par essence. Tandis que je suis unique, je peux t'aimer.&lt;/p&gt;  Comme a dit, certaine fois, le poète, "N'essaye pas de comprendre; vivre dépasse la compréhension". Si tu ne saches pas cette lesson, la plus importante, c'est à dire que tu n'as pas vécu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá, au débout de mon chemin, l'insatisfaction, la tristesse, tout ça se deviendra une pâle souvenir, ainsi que ton visage. Mais je pourrai regarder mes jours de jeunesse et voir les plus belles couleurs du bonheur...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29876664-6635472021072805147?l=crespoflavia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crespoflavia.blogspot.com/feeds/6635472021072805147/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29876664&amp;postID=6635472021072805147' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/6635472021072805147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/6635472021072805147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crespoflavia.blogspot.com/2007/11/comme-toujours.html' title='Comme toujours'/><author><name>Flavia C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07116711059398478016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://farm1.static.flickr.com/237/447312753_deacbabdc1_o.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_9NI0A2M6lPQ/R0TR-hs2DAI/AAAAAAAAABE/3fyw4uYpRyo/s72-c/PARIS+%28112%29.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29876664.post-8569229112584487351</id><published>2007-10-27T11:53:00.001-02:00</published><updated>2008-12-10T13:54:33.803-02:00</updated><title type='text'>Musa</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_9NI0A2M6lPQ/RyNl-c8ZlpI/AAAAAAAAAAU/P9riRDRhlwE/s1600-h/nara.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_9NI0A2M6lPQ/RyNl-c8ZlpI/AAAAAAAAAAU/P9riRDRhlwE/s200/nara.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5126052924473579154" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quem estava em casa nessa sexta-feira à noite teve a oportunidade de ver um requinte de delicadeza na tela da Globo: o especial "Por toda a minha vida" que homenageou Nara Leão. Após passar mais da metade da minha vida sonhando com o dia em que Nara receberia uma homenagem à altura de sua importância para a cultura brasileira, tive a alegria e a emoção de ver minha pequenina TV, que ganhei quando tinha 5 anos e que tantas vezes me transmitiu fragmentos de Nara - pedacinhos de luz e brilho que clarearam minha adolescência -, mostrá-la por inteiro, sem enganos ou informações confusas. Tiremos, pois, o chapéu pra emissora dos Marinho: numa tacada só, presentearam nossos olhos e ouvidos com imagens raras do Show Opinião, o áudio da primeira apresentação pública de Nara - a voz emocionante, trêmula e delicada, de uma menina de 17 anos-, e as entrevistas em que a sua simplicidade, coerência e honestidade para com o mundo e consigo mesma transpareceram de modo incrivelmente claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre tive uma profunda admiração por Nara Leão. Desde criança, sua imagem inspirou em mim algo muito forte. Eu adorava ouvir Elis, mas Nara tinha os meus cabelos, um jeito moreno, sem laquês, brilhos e maquiagem de palco; era uma pessoa adulta, assim como eu era uma pessoa menina. Que graça: antes da voz, da história de vida, de tudo, veio essa indentificação, que nunca consegui criar com qualquer outro artista. Depois, inoculado em mim o vírus da curiosidade, escrafunchei e entendi que aquela terrenidade de Nara era fruto da consciência de que ser artista não é diferente de ser médica ou engenheira: como todo profissional, o músico deve ter responsabilidade, vocação, sensiblidade e competência. Pra que afetações e 1000 toalhas brancas no camarim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa postura de Nara diante da carreira fez com que fosse qualificada como "anti-artista". Sempre ouço das pessoas que com ela conviveram a observação de que era absurdamente simples como mãe, dona de casa e profissional. Resistia ao assédio da mídia e das pessoas não por arrogância ou complexo de superioridade; muito pelo contrário, não se via como alguém "especial" ou "diferente" só pelo fato de ser cantora. Ironicamente, essa visão de Nara, somada à sua acuidade para descobrir novos talentos, dar voz aos esquecidos e fazer seu trabalho da forma mais bela e digna possível, tornaram-na um mito. Passados quase 20 anos de sua morte, há um séquito de fãs apaixonados, que criam e movimentam comunidades virtuais, compram seus álbuns e DVDs, dividem gostos e exultam sua personalidade. A mulher que fundou a MPB, bateu de frente com os militares e lutou bravamente pela vida por 10 anos está viva por todos os cantos. Como disse Ruy Castro no dia de sua morte, "Não chorem; ouçam seus discos."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda estou muito tocada pelo especial de ontem, mas há algo de bem egoísta nisso. Maior do que a alegria e a emoção de presenciar toda a ode, sinto-me profundamente feliz por ter escolhido Nara pra minha vida. Se me identifico com ela, deve haver algo de muito bom em mim. Não tenho mais 14 anos de idade, meu violão há muito tempo repousa num canto da casa de Teresópolis, mas... quanto orgulho!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29876664-8569229112584487351?l=crespoflavia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crespoflavia.blogspot.com/feeds/8569229112584487351/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29876664&amp;postID=8569229112584487351' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/8569229112584487351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/8569229112584487351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crespoflavia.blogspot.com/2007/10/musa.html' title='Musa'/><author><name>Flavia C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07116711059398478016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://farm1.static.flickr.com/237/447312753_deacbabdc1_o.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_9NI0A2M6lPQ/RyNl-c8ZlpI/AAAAAAAAAAU/P9riRDRhlwE/s72-c/nara.gif' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29876664.post-1668122764047977968</id><published>2007-07-20T16:03:00.001-03:00</published><updated>2008-12-10T13:54:34.596-02:00</updated><title type='text'>737-100</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_9NI0A2M6lPQ/RqEHMerAAAI/AAAAAAAAAAM/NcqvOpC-iHg/s1600-h/737-01.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5089356964878614530" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_9NI0A2M6lPQ/RqEHMerAAAI/AAAAAAAAAAM/NcqvOpC-iHg/s200/737-01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Boeing 737-100, o primeiro da série, apelidado carinhosamente de "Baby Boeing" pelos que o consideravam uma miniatura do portentoso B 707.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tenho carinho por esse modelo. Era ele, pintado nas cores da Varig, que me trazia para o carinho de tios, primos e avó, aqui no Rio, quando eu morava láááá em Maceió. Vinha sentada na 1A, com aquela bolsinha plástica de menor desacompanhado no pescoço, trazendo minha certidão de nascimento e a autorização do Juizado de Menores do Aeroporto Campo dos Palmares - MCZ, constando o nome dos responsáveis a quem eu poderia se entregue no portão de desembarque. Lembro que o vôo saía na hora do almoço, e sempre tinha aquele medalhão com batata noisette no serviço de bordo. Recebia a revista do Variguinho, conversava com os comissários, fazia amizade com algum adulto que vinha do meu lado. De vez em quando tomava um pequeno banho de Coca-Cola, consequência das turbulências típicas do horário, da estação do ano e da região... certa vez, numa descida muito rápida no Galeão, lembro da comissária, elegantíssima no seu uniforme azul-marinho denunciando uma discreta barriguinha de gravidez, que do seu assento fazia movimentos de mascar chiclete para aliviar a pressão nos ouvidos, de forma que eu e outra menina do meu lado repetíssemos. Tudo muito divertido.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas não é só disso que eu me lembro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Havia, também, as cores das poltronas - amarelo, laranja e verde - e seus relevos que remetiam a plantas (isso eu achava meio feinho - preferia a Vasp e a Transbrasil!), as instruções de segurança várias vezes vistas, além de outras reminiscências: a primeira vez num wide-body, logo um Jumbo da Pan-Am, enorme, majestoso, e que parecia ainda maior perante os olhos de uma menina de 10 anos; os queijinhos tipo Polenguinho, que então eram raros nos supermercados brasileiros, mas estavam sempre no catering dos aviões; o cheiro típico de combustível; as curvas suaves descritas no ar; o calor extremo que fazia - e faz - nos túneis que ligam o avião ao interior do Galeão; os pequenos aeroportos do Nordeste; as voltas infindáveis sobre Maceió, toda vez que não tinha "teto" pra pousar; o piti de dois comissários da Transbrasil, me tirando da saída de emergência, num vôo mais... emocionante. Curioso como tudo era bom, tudo terminava bem. Voar era sinônimo de alegria, uma pontinha de orgulho de cruzar os céus do Brasil sempre.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Infelizmente, voar pra mim há muito deixou de ser uma felicidade tão grande. Ainda sou encantada por aviões, mas meu conforto começou a esmaecer com a primeira grande tragédia que acompanhei: o Fokker 100 da TAM se espatifando nas redondezas de Congonhas, em 1996. Dois anos depois, um vôo traumático me levou a ter medo, e também muita raiva. Raiva! Como alguém que já viajara tanto, que sabia o quanto os aviões eram seguros, poderia ter medo de voar? Não me conformava com isso! Teimosa que sou, continuei voando, voando e voando... até arrefecer os sintomas do pânico.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hoje, ao medo somou-se a tristeza de sua justificação. Em menos de 1 ano, dois acidentes brutais, de alto calado, ceifaram a vida de mais de 300 brasileiros. Não sou especialista, mas não precisa ser mais que esperto pra saber que há algo de muito errado acontecendo. Na sexta-feira de Carnaval, passei quase 2 horas num finger do Galeão, esperando autorização para decolar num A-330 da TAP... só percebi o quanto havia atrasado já no ar - o papo com os meus pais me distraiu. Logo, só posso concluir que a ingerência e a irresponsabilidade com vidas tem que parar, e não por mim, que vôo - e continuarei voando - vez por outra, mas para os milhares que utilizam aviões com frequência. Tenho pessoas queridas nesse grupo, assim como outras, aeronautas, que passam grande parte do seu tempo em aviões. Chega.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Desculpem o longo desabafo, mas não agüento mais ver tudo isso acontecendo à revelia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29876664-1668122764047977968?l=crespoflavia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crespoflavia.blogspot.com/feeds/1668122764047977968/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29876664&amp;postID=1668122764047977968' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/1668122764047977968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/1668122764047977968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crespoflavia.blogspot.com/2007/07/737-100.html' title='737-100'/><author><name>Flavia C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07116711059398478016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://farm1.static.flickr.com/237/447312753_deacbabdc1_o.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_9NI0A2M6lPQ/RqEHMerAAAI/AAAAAAAAAAM/NcqvOpC-iHg/s72-c/737-01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29876664.post-509651662610306340</id><published>2007-06-13T21:37:00.000-03:00</published><updated>2007-06-13T22:05:24.515-03:00</updated><title type='text'>Em que espelho...</title><content type='html'>Hoje cheguei a casa e me olhei. Constatei a suspeita que tinha: havia me feito triste. Isso, porém, não assustou. O descalabro, esse sim, é que eu estava feia. Feia! Tão feia quanto nunca estive. E velha... Antes a tristeza me dava outros ares. Até me achava mais bela com as pálpebras pesando, choro sentido. Nada disso existe mais. Só dor, no corpo e na alma. Todas as dores, por todos os motivos, de todos os lados. São Sebastião flexado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29876664-509651662610306340?l=crespoflavia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crespoflavia.blogspot.com/feeds/509651662610306340/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29876664&amp;postID=509651662610306340' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/509651662610306340'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/509651662610306340'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crespoflavia.blogspot.com/2007/06/em-que-espelho.html' title='Em que espelho...'/><author><name>Flavia C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07116711059398478016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://farm1.static.flickr.com/237/447312753_deacbabdc1_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29876664.post-1496750820500903486</id><published>2007-06-08T20:52:00.001-03:00</published><updated>2007-06-08T21:51:24.413-03:00</updated><title type='text'>Lições de feriado</title><content type='html'>A casa está de cabeça pra baixo desde quarta-feira. Essa falta de geladeira, que deve ser sanada no domingo, abalou o equilíbrio de meu lar. Eita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses feriados malucos me confundem toda. Fico lá na casa do namorado, daí não sei mais quando trocar a roupa de cama e as toalhas, a que horas estudar, tudo o mais. Mas tem sempre bom saldo, depois de um magistral balanço com a Amiga (assim, com letra maiúscula) ao telefone.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É assim que a gente aprende que as nossas pernas, braços e cérebros estão se movendo mais, e com mais perspectiva de velocidade, do que por vezes pensamos, por exemplo. E que eu me convenço de que sou um poço inesgotável de paciência com gente complicada, e por vezes aturo coisas que não deveria pelo simples prazer da boa convivência. Impressionante como sou ímã de situações fora de prumo. Idiota, até. Tenho o péssimo hábito de pensar que a boa vontade e a ausência de intenção de erro devem eximir as pessoas de ouvirem umas verdades, ou simplesmente serem criticadas. Caramba, como cansa ser "legal"! Há dias em que eu só queria ser escrota, muito escrota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noves fora, queria sempre agradecer aos meus pais pelo modo como me criaram. Apesar dos enganos e escorregões, existentes em qualquer educação, graças a eles me tornei uma pessoa livre, feliz, de bem com meu corpo, minha cabeça e com quem eu sou. Problemas todo mundo tem, mas estou longe das tristezas profundas travestidas de algo com outro nome que vejo por aí.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29876664-1496750820500903486?l=crespoflavia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crespoflavia.blogspot.com/feeds/1496750820500903486/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29876664&amp;postID=1496750820500903486' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/1496750820500903486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/1496750820500903486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crespoflavia.blogspot.com/2007/06/lies-de-feriado.html' title='Lições de feriado'/><author><name>Flavia C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07116711059398478016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://farm1.static.flickr.com/237/447312753_deacbabdc1_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29876664.post-4792320479618366576</id><published>2007-06-06T11:18:00.000-03:00</published><updated>2007-06-06T11:25:16.949-03:00</updated><title type='text'>Alguma razão pra bom humor?</title><content type='html'>A geladeira nova que chegou anteontem não funcionou nem 24 horas, minha comida está na casa da minha tia, a minha cirurgia dói de manhã, dóóói, e incomoda muito, engordei dois quilos, não consigo estudar, odeio ficar sentada nessa bóia, ninguém entende o que eu falo no balcão da padaria, tá um frio de rachar o quengo como nunca vi nessa cidade, quero sair de casa pra trabalhar e só voltar à noite, como nos velhos e felizes tempos, tenho preguiça de colocar músicas no MP3, de tomar banho, de lavar o cabelo, de viver. Quero dinheiro. E tem roupa pra recolher do varal. E passar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se alguém tiver um bom motivo pro meu humor melhorar, avise-me. Tá fueda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29876664-4792320479618366576?l=crespoflavia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crespoflavia.blogspot.com/feeds/4792320479618366576/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29876664&amp;postID=4792320479618366576' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/4792320479618366576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/4792320479618366576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crespoflavia.blogspot.com/2007/06/alguma-razo-pra-bom-humor.html' title='Alguma razão pra bom humor?'/><author><name>Flavia C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07116711059398478016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://farm1.static.flickr.com/237/447312753_deacbabdc1_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29876664.post-8906732561740157542</id><published>2007-05-31T21:40:00.000-03:00</published><updated>2007-06-09T11:13:53.213-03:00</updated><title type='text'>Amélia</title><content type='html'>Mas sabe qual é o sonho da minha vida, mesmo? Maior que todas as vontades profissionais, as ambições intelectuais, tudo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Formar uma família bonita, zelar pelos filhos e pelo marido, alimentá-los, cuidar das roupas, perfumar a casa, enfim, ser uma feliz dona de casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que a minha mãe não leia isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29876664-8906732561740157542?l=crespoflavia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crespoflavia.blogspot.com/feeds/8906732561740157542/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29876664&amp;postID=8906732561740157542' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/8906732561740157542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/8906732561740157542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crespoflavia.blogspot.com/2007/05/amlia.html' title='Amélia'/><author><name>Flavia C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07116711059398478016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://farm1.static.flickr.com/237/447312753_deacbabdc1_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29876664.post-648875952293702474</id><published>2007-04-24T22:10:00.000-03:00</published><updated>2007-04-24T22:40:57.546-03:00</updated><title type='text'>Au début</title><content type='html'>Hoje é terça-feira, ontem foi feriado e minhas pequenas primas debutaram na sexta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou dizer que me sinto velha e horrorosa por isso. Seria hipocrisia pura da minha parte. A verdade é que, apesar das pancadas que já levei, hoje sou muito mais jovem e bonita do que era com 15 anos. Um viva aos milagres do tempo e da indústria cosmética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, oh, não me canso de reclamar: a fase é difícil. Por mais que tenha algumas novas diretrizes bem traçadas para mudar o rumo do que não vinha funcionando, a agonia vem do fato puro e simples da vida ter me guardado alguns infortúnios que eu realmente não esperava. Se alguém me dissesse na adolescência que, à essa altura do campeonato, estaria batendo cabeça pra encontrar um caminho profissional, enquanto minha vida afetiva vai maravilhosamente bem, obrigada, eu cairia no chão de rir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que é ótimo chegar numa dessas festas de família e todo mundo te achar linda, luminosa, magra, diferente. Sorrisos muitos, roupa bonita, momentos de tranqüilidade. A auto-estima dispara - eu me senti bem, sim. Não dá pra ter tudo, não é mesmo? Só que gente é feita pra querer mais... e eu ainda quero muitas coisas, e agora. Mais festa, mais sorrisos, mas agora completos, com tudo o que eu posso. Soluções para essas chatices que tanto me atormentam. Comer bem, umas comprinhas no shopping, viagens bacanas - às minhas expensas. Poder ler sobre a História de Portugal, o Concílio de Nicéia, o Império Romano, tudo sem a menor obrigação. Paz. Tranqüilidade. E, quem sabe, no futuro, voltar com pretensões maiores a desejos que se mostraram tão amargos quando tentei realizá-los...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não debutei no meu tempo de debutar. Achava, ou melhor, ainda acho - e que meus tios e minhas primas nunca leiam esse blog -  muito cafona. Não sei o que isso significará pra elas, já que hoje em dia ninguém espera o baile de debutantes pra usar salto alto pela primeira vez, nem está interessada em ser "apresentada à sociedade" e arrumar um pretendente para casar. Entretanto, gosto da origem da palavra debutante. Début. Começo. Do zero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai ver debutei um pouco também na sexta-feira. Redébut. Vontade, ou necessidade, de intentar uma nova trajetória, viver outros sonhos. Ainda é tempo de tirar de mim aquilo que tenho pra me dar...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29876664-648875952293702474?l=crespoflavia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crespoflavia.blogspot.com/feeds/648875952293702474/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29876664&amp;postID=648875952293702474' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/648875952293702474'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/648875952293702474'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crespoflavia.blogspot.com/2007/04/au-dbut.html' title='Au début'/><author><name>Flavia C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07116711059398478016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://farm1.static.flickr.com/237/447312753_deacbabdc1_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29876664.post-6111118339344960731</id><published>2007-04-16T14:55:00.000-03:00</published><updated>2007-04-16T14:57:22.056-03:00</updated><title type='text'>Pílulas III</title><content type='html'>Não entendo as pessoas que dizem que fizeram essa ou aquela maluquice porque estavam bêbadas.&lt;br /&gt;As maiores bobagens que eu já fiz na vida foram à base de Guaraná Antarctica - light.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29876664-6111118339344960731?l=crespoflavia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crespoflavia.blogspot.com/feeds/6111118339344960731/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29876664&amp;postID=6111118339344960731' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/6111118339344960731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/6111118339344960731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crespoflavia.blogspot.com/2007/04/plulas-iii.html' title='Pílulas III'/><author><name>Flavia C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07116711059398478016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://farm1.static.flickr.com/237/447312753_deacbabdc1_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29876664.post-4445287511818648421</id><published>2007-04-04T23:41:00.000-03:00</published><updated>2007-04-04T23:42:18.514-03:00</updated><title type='text'>Pílulas II</title><content type='html'>Frase batida, clichê encardido: o primeiro e último amor é o amor próprio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes a gente esquece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu me lembrei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29876664-4445287511818648421?l=crespoflavia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crespoflavia.blogspot.com/feeds/4445287511818648421/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29876664&amp;postID=4445287511818648421' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/4445287511818648421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/4445287511818648421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crespoflavia.blogspot.com/2007/04/plulas-ii.html' title='Pílulas II'/><author><name>Flavia C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07116711059398478016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://farm1.static.flickr.com/237/447312753_deacbabdc1_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29876664.post-3818866815731572496</id><published>2007-04-03T21:42:00.000-03:00</published><updated>2007-04-03T21:50:42.274-03:00</updated><title type='text'>Pílulas I</title><content type='html'>Há uns anos, um namorado me contou que uma professora amiga sua definira o doutorado como "a pior coisa que pode acontecer a uma pessoa".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois das últimas 48 horas, estou começando a entendê-la.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29876664-3818866815731572496?l=crespoflavia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crespoflavia.blogspot.com/feeds/3818866815731572496/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29876664&amp;postID=3818866815731572496' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/3818866815731572496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/3818866815731572496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crespoflavia.blogspot.com/2007/04/plulas-i.html' title='Pílulas I'/><author><name>Flavia C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07116711059398478016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://farm1.static.flickr.com/237/447312753_deacbabdc1_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29876664.post-4333922253193742191</id><published>2007-03-19T00:41:00.000-03:00</published><updated>2007-03-19T00:46:47.659-03:00</updated><title type='text'>Uma mulher de virgem</title><content type='html'>Uma mulher de virgem.&lt;br /&gt;É isso que eu sou, parece. Pelo menos é o que diz o calendário. 27 de agosto.&lt;br /&gt;Esses horóscopos dizem tanta, mas tanta coisa, que findei por recortar umas frasezinhas pra colar e comentar, que nem menina de ginásio. Vamos à limonada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Qual a imagem que você faz da mulher de virgem? Por acaso é aquela da donzela vestida de branco, pura e frágil? Sinto muito em dizer que esta idéia não tem nada a ver com a verdade!”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Essa é barbada. Claro que mulheres de Virgem não são donzelas divinais à espera do Príncipe Encantado. Valha-me Deus, quem seria capaz de pensar um despautério desses?!&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“A preocupação é algo natural nesta mulher. Elas simplesmente não conseguem relaxar completamente. Mas não espere ver uma fisionomia carregada ou carrancuda. Normalmente elas costumam ter uma aparência serena e sempre o mesmo sorriso discreto, olhar tranqüilo e gestos calculados. Mas, mesmo possuindo este autocontrole e este comportamento sereno, elas costumam ser devoradas por ansiedades que nem o mais íntimo dos amigos tem conhecimento!”&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;Daí aquele batido comentário: “Nossa, você, tão calminha assim, tem gastrite nervosa e toma ansiolítico??? Não é possível!!!!”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Ela é uma perfeccionista, o que não significa que seja perfeita. Tem seus traços negativos, e eles podem ser muito irritantes. Para começar, as mulheres de Virgem acreditam obstinadamente que ninguém é capaz de fazer as coisas com tanta ordem e eficiência quanto elas. Quando se trata de admitir que está errada, esta mulher parece sofrer um bloqueio mental. Ela tem mais facilidade para criticar os defeitos nos outros do que para aceitar os seus próprios.”&lt;br /&gt;“Em primeiro lugar, sua espinha é feita de aço inoxidável.”&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;Muito irritante mesmo. Chatíssima, principalmente quando alguém se permite cometer dois pecados extremos: criticá-la diretamente, sem verniz, e fazer de qualquer jeito algo que ela faria perfeitamente (ou seja: tudo que há no mundo.)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“A virginiana não é nenhuma tola: perceberá uma mentira por mais bem elaborada que seja.”&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;Aaaahhh... tolinho é quem pensa que engana...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Demonstrações dramáticas de amor, promessas sentimentais e exagero, não só deixa a mulher de virgem entediada, como podem assusta-la a ponto de nunca mais aparecer. Mas, seu coração pode amolecer se for conquistada aos poucos. Uma vez aceso o amor de Virgo, ele se torna tão incandescente, que faz com que as paixões dos outros signos fujam envergonhadas ante a sua intensidade e coerência de propósitos. Você terá toda a devoção e lealdade que merece. Ela é a única mulher capaz de ser terrivelmente prática e divinamente romântica.”&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;É por aí... como dizia o poeta: “As aparências enganam/ Aos que odeiam e aos que amam/ Porque o amor e o ódio se irmanam/ Na fogueira das paixões”. A mulher de virgem ama, sofre, se dá – ainda que você não perceba. E um carinho, um abraço, um beijo e um “eu te amo” não são moedas de troca, mas sim a mais pura tradução do que se passa em seu íntimo. Logo... valorize cada pequeno gesto virginiano, porque ele é carregado de significado.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fontes:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.revistaandros.com.br/virginiana.html"&gt;http://www.revistaandros.com.br/virginiana.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.garotaesperta.com.br/index_03_06.html"&gt;http://www.garotaesperta.com.br/index_03_06.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://br.answers.yahoo.com/rss/question?qid=20061024162820AAA1RCQ"&gt;http://br.answers.yahoo.com/rss/question?qid=20061024162820AAA1RCQ&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29876664-4333922253193742191?l=crespoflavia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crespoflavia.blogspot.com/feeds/4333922253193742191/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29876664&amp;postID=4333922253193742191' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/4333922253193742191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/4333922253193742191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crespoflavia.blogspot.com/2007/03/uma-mulher-de-virgem.html' title='Uma mulher de virgem'/><author><name>Flavia C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07116711059398478016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://farm1.static.flickr.com/237/447312753_deacbabdc1_o.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29876664.post-610074612175795006</id><published>2007-03-13T20:23:00.000-03:00</published><updated>2007-03-13T21:12:28.632-03:00</updated><title type='text'>Querelas do Brasil</title><content type='html'>Terça-feira de sol ardido no Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez, cheguei com pilhas de livros pra entregar na biblioteca, e o atendente pergunta como consegui levar tantos de uma vez. É que o limite pra alunos da graduação são 2, mas os da pós podem pegar até 5. Quase oito anos depois do primeiro dia na UFF, ainda passo por universitária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saio da Uerj. Calça jeans, camiseta, Havaianas moderninhas, bolsa enorme, óculos escuros bacanas. No momento em que atravesso a passarela do Metrô, tenho um raro momento de reflexão otimista. A Radial Oeste passa sob os meus pés; ao lado está o Maracanã; ali atrás, o Cristo. Tenho 26 anos, acabei de fazer a inscrição nas disciplinas do doutorado e, peito cheio, penso que, se tudo correr bem, aos 30 terei conseguido o mais importante título da carreira de um intelectual. Às vezes nem eu acredito que isso está acontecendo tão cedo, apesar de todo o estudo, da passagem pelos melhores cursos de idiomas, os livros, viagens, colégios da melhor qualidade. Boa educação custa caro, e começa na primeira infância. Devo ser a mais jovem nessa turma de doutorandos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O metrô pára na plataforma. Fugindo do calor renitente do final de verão carioca, vou ao encontro do ar condicionado; rapidamente entro e sento. De frente pra mim, cochila um homem mulato, de cabelos grisalhos, forte, bem composto, talvez um pouco envelhecido. Deve ter uns 40 e poucos anos, e parece mais pesado que cansado. Pela janela, o pano de fundo do seu sono é o Morro da Mangueira, teimando em ser idílico. Penso nos tempos em que os músicos negros não podiam entrar nas rádios, e vendiam seus sambas por qualquer preço aos compositores e cantores brancos. Lembro que Cartola, já poeta de meia-idade com diversas canções gravadas, foi encontrado lavando carros na Zona Sul, no início dos anos 60. Num átimo, retorno ao homem, que dorme profundamente, e percebo que a sua camisa cinza-mescla traz uma estampa da rede pública de ensino. Aluno uniformizado de nível fundamental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do lado de fora, o sol estala na lataria dos trens. O fim de tarde arde. No Estácio, salto do vagão e o homem continua lá, dormindo. Talvez perca a aula.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29876664-610074612175795006?l=crespoflavia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crespoflavia.blogspot.com/feeds/610074612175795006/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29876664&amp;postID=610074612175795006' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/610074612175795006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/610074612175795006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crespoflavia.blogspot.com/2007/03/querelas-do-brasil.html' title='Querelas do Brasil'/><author><name>Flavia C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07116711059398478016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://farm1.static.flickr.com/237/447312753_deacbabdc1_o.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29876664.post-2151419157801527827</id><published>2007-03-12T10:20:00.000-03:00</published><updated>2007-03-12T11:48:07.041-03:00</updated><title type='text'>Cansaço</title><content type='html'>É essa a sensação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto correr atrás, horas intermináveis de pesquisa, uma batelada de textos, livros, anuários, compêndios, trabalho desde 0 3º período, e pra quê, me diga? As coisas simplesmente não funcionam, é assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo de faculdade prometia, com o estágio bacana que se tornou contrato antes mesmo da formatura. Ambiente que era quase minha casa, chefes que eram meus mestres, sem deixar de serem chefes, remuneração compatível com o meu momento. Fiz projetos ótimos, escrevi livro, editei revista, conheci pessoas que admirava, aprendi muito. Mas deu-se que mudou o governo, veio a dança das cadeiras e... pronto. Todo mundo fora. Eu junto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vieram logo outros dois trabalhos, ambos públicos, suscetíveis às vicissitudes de sempre. No primeiro, um chefe de caráter duvidoso e uma conjunção política contrária e lá estava eu, mais uma vez fora. No segundo, nem cargo tinha - uma confusão total e completa. Depois de atrasos no pagamento, situação totalmente irregular, gente nomeada pra cargo de direção que nem sabia o que estava fazendo ali e, claro, a sensação de que estava permitindo a um tempo valioso da minha vida passar em vão por um trabalho que se extinguiria tão logo se extinguisse o governo, quem jogou a toalha fui eu. Fui estudar de novo, preparar meu projeto de reingresso no universo acadêmico. Nos meses de penúria pós-aprovação no mestrado e pré-concessão de bolsa, achei que tinha dado um péssimo passo. Besteira. Pouco tempo depois, a velha roda-viva da política passou e levou todo mundo pra bem longe daquele gabinete kafkiano, sob duríssimas acusações de corrupção e investigação do Ministério Público. Estivesse eu lá, hoje estava respondendo a inquérito administrativo. Bendito espírito de juventude...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde então, nunca mais voltei a trabalhar num escritório ou coisa que o valha. A bolsa mixa de mestrado me permitiu uma vidinha de estudante como antes eu ainda não havia conhecido e, confesso, isso me fez um bem mais que grande. Poder simplesmente desenvolver o conhecimento, assistir aulas, definir os rumos da pesquisa, apresentar comunicações, levar a outras paragens os resultados da minha investigação foi o maior prazer profissional que jamais sentira. Felicidade. Apesar de alguns percalços, tudo correu da melhor maneira possível: rendimento excelente e defesa de dissertação num clima de paz e passarinhos, com aprovação unânime no final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, até como o que é bom dura pouco, veio a seleção para a próxima etapa. Aqui, senhores, ainda não há o afastamento suficiente para contar com pormenores tudo o que houve, ou minha mais franca opinião sobre esse processo, mas adianto que não foi muito legal não. Ok, reclamando de barriga cheia: fui aprovada, estou dentro, ainda faço parte dessa tripulação. Mas a bolsa, famigerada bolsa, ainda mixa, mas um pouquinho mais gorda que aquela outra, tudo indica, não virá mesmo. E tome enviar currículo, fazer curso preparatório pra concurso público, esforços sem resultados concretos até agora. As provas, como todo mundo está careca de saber, estão cada vez mais disputadas. Sim, é questão de tempo, mas quanto? Dia desses, o coordenador de uma graduação fez mea culpa: "É, seu currículo é ótimo, mas não tenho como te contratar sem que você tenha experiência docente. Mas como você vai ter experiência docente, se ninguém te contratar por isso, né?" Um sábio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro de alguns dias, completarei um ano totalmente entregue às expensas paternas - o primeiro desde os 19 anos. A paciência foi-se escoando a conta-gotas; a perseverança, seja lá o que isso signifique, já dá claros sinais de esmorecimento. Estou cansada, burocratizada, fragilizada. Não sou senhora de planejar coisas, tomar decisões, estabelecer metas. Além dos conflitos internos, tão numerosos quanto os de um saco de gatos, ainda existe todo o ambiente externo, que parece querer te constranger o tempo inteiro. O ser humano não é necessariamente bom, sinto informar, e são poucos os que tem o mínimo de sensibilidade para perceber que não é divertido ter tempo de sobra, que você não escolheu a vagabundagem como um estilo de vida e, principalmente, que viajar a tiracolo dos teus pais não é sinônimo de diversão de graça, nem de que você pode se permitir pequenos luxos com freqüência. De dentro, as coisas são bem menos bonitas do que parecem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, como diz a minha mãe, há que se ter fé, pois sem ela nada somos. Enquanto houver vida, é tempo de tocar a bola. Quem sabe, dia desses, sai gol.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29876664-2151419157801527827?l=crespoflavia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crespoflavia.blogspot.com/feeds/2151419157801527827/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29876664&amp;postID=2151419157801527827' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/2151419157801527827'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/2151419157801527827'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crespoflavia.blogspot.com/2007/03/cansao.html' title='Cansaço'/><author><name>Flavia C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07116711059398478016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://farm1.static.flickr.com/237/447312753_deacbabdc1_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29876664.post-668750109988026466</id><published>2007-02-12T22:07:00.000-02:00</published><updated>2007-02-12T22:43:08.011-02:00</updated><title type='text'>Ora,veja...</title><content type='html'>Deu-se que mais uma vez minhas ansiedades, frustrações e expectativas foram engolidas em volumes homéricos, e fizeram um belo estrago no meu sistema digestivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí, como se faz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se do efeito, pra atenuar a dor física, e da causa, que tem origem na cuca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não farei aqui um longo tratado sobre as dores e delícias de ser filha única e nerd, depositária de todas as expectativas do mundo, ainda que silenciosas e discretas. Mas digo e repito: os maiores desafios da minha vida tiveram, têm e sempre terão menos a ver com os ímpetos de independência e sucesso do que com as permanências, a aceitação dos próprios limites, um nível de auto-conhecimento e compreensão que me permita optar pelo viver simples. Simples, não medíocre.  Por favor, não confundamos alhos com bugalhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre tantas outras obviedades que sempre preciso reouvir e treouvir, hoje minha médica disse algo valioso: eu preciso de paz e organização pra viver bem. O caos não me interessa em nenhuma das suas formas, seja profissional, urbano ou pessoal. Fujo dele loucamente, tentando construir caminhos mais amenos. Tranqüilidade não é sinônimo de tédio; excessos são sinônimos de... gastrite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caso é mais ou menos esse. Vinte e seis anos, não me violento mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este post pode denotar um profundo egotismo, e peço que não me levem a mal:  escrever foi a forma mais confortável, desde sempre, que eu encontrei pra me expressar, e é para a escrita que canalizo a ansiedade, quando me falta o ar para falar, quando o nó na garganta é grande demais, quando simplesmente não consigo verbalizar o que sinto. E, como é o caso, aproveito pra dizer que amo aqueles que amo. Isso me vai melhor assim, publicado num blog promiscuamente público, mas dia desses ainda pego vocês de surpresa...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29876664-668750109988026466?l=crespoflavia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crespoflavia.blogspot.com/feeds/668750109988026466/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29876664&amp;postID=668750109988026466' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/668750109988026466'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/668750109988026466'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crespoflavia.blogspot.com/2007/02/oraveja.html' title='Ora,veja...'/><author><name>Flavia C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07116711059398478016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://farm1.static.flickr.com/237/447312753_deacbabdc1_o.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29876664.post-116391249352868210</id><published>2006-11-19T02:22:00.000-02:00</published><updated>2006-11-19T03:01:33.546-02:00</updated><title type='text'>Expirando</title><content type='html'>Tenho umas raivas bobas, bobas&lt;br /&gt;Raivas de mim&lt;br /&gt;De sempre escolher o caminho mais longo&lt;br /&gt;De ser teimosa de doer&lt;br /&gt;Das pisadas na bola de inominável fealdade&lt;br /&gt;Do orgulho e da soberba, vez por outra&lt;br /&gt;Da minha presunção travestida de insegurança, ou insegurança travestida de presunção&lt;br /&gt;Da vanidade de algumas noites em claro, com seus álcoois e tabacos&lt;br /&gt;De perder a medida do amor e ser extravagante&lt;br /&gt;Raiva de temer o futuro&lt;br /&gt;E o presente&lt;br /&gt;(O passado, nunca.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não saber organizar a vida&lt;br /&gt;Não saber fazer dinheiro como deveria&lt;br /&gt;Não dizer a coisa certa quando deveria&lt;br /&gt;Falar demais&lt;br /&gt;Silenciar agressivamente&lt;br /&gt;Astigmatismo pra ler livros e perceber pessoas&lt;br /&gt;(Limitações muitas)&lt;br /&gt;Negligenciar afetos&lt;br /&gt;Natureza de excessos - de companhia e de solidão&lt;br /&gt;Humor azedo por motivos mesquinhos&lt;br /&gt;Ir atender xingando telefone que berra&lt;br /&gt;E ligações com mais de 8 minutos&lt;br /&gt;Franja espetada de sal de mar&lt;br /&gt;Mulata neurastênica do litoral&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(E vou dormir, que já são horas.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29876664-116391249352868210?l=crespoflavia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crespoflavia.blogspot.com/feeds/116391249352868210/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29876664&amp;postID=116391249352868210' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/116391249352868210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/116391249352868210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crespoflavia.blogspot.com/2006/11/expirando.html' title='Expirando'/><author><name>Flavia C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07116711059398478016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://farm1.static.flickr.com/237/447312753_deacbabdc1_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29876664.post-115855204727865462</id><published>2006-09-18T00:58:00.000-03:00</published><updated>2006-09-19T01:56:24.400-03:00</updated><title type='text'>Olhos de gueixa</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Eu tinha 14 anos quando estava na festa de aniversário de um amigo e o avô dele, muito docemente, me lançou um olhar curioso e disse: “Você tem olhos de gueixa.” Não me esqueço daquela cena. Na época, muito menina, não consegui entender o que ele quis dizer com aquilo. Atribuí o comentário aos meus olhinhos amendoados, e só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lugar comum dizer que gueixas são mulheres especiais. Doces e dedicadas, vivem para dar atenção aos homens, enfeitando os salões de chá com sua graça meticulosamente conquistada, tocando instrumentos, apresentando-se em espetáculos de dança e conversando sobre assuntos agradáveis. Dizer que sua atividade é um trabalho seria pouquíssimo justo. Ser gueixa, eu penso, é uma espécie de sacerdócio. Assim como os monges e as freiras, essas mulheres abdicam do casamento e da família nos moldes tradicionais para dedicarem-se exclusivamente ao cultivo da beleza, das artes e da delicadeza, que atraem as atenções do universo masculino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corriqueiramente, nós, do suposto alto da “civilização ocidental”, lançamos sobre as gueixas o olhar semelhante ao que dedicamos, em nossas esquinas, às prostitutas. Ledo engano: falamos de dois universos completamente diferentes. As relações de uma gueixa com seus clientes, na maioria das vezes, não engloba o ato sexual, embora ela tenha toda a liberdade para ter um amante, comumente chamado de &lt;em&gt;danna&lt;/em&gt;. É ele que irá “patrocinar” a gueixa, contribuindo ao &lt;em&gt;oki-ya&lt;/em&gt; a que ela pertence e à própria, que usará os recursos para os custos altos de sua profissão, entre eles o dos kimonos de seda, caríssimos. Se, da relação com o &lt;em&gt;danna&lt;/em&gt;, nascer um filho, ele deverá arcar com os custos da criança, mas não com as demais responsabilidades paternas. É neste ponto que podemos vislumbrar melhor a riqueza deste universo essencialmente feminino: uma vez grávida, a torcida no &lt;em&gt;oki-ya&lt;/em&gt; é para que, daquela gestação, nasça uma menina, que possa dar continuidade à linhagem de gueixas. Um menino certamente terá destino menos glamouroso, trabalhando em alguma função auxiliar no &lt;em&gt;oki-ya&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para essas moças&lt;em&gt; à la&lt;/em&gt; personagem de seriado americano, gritar para os quatro cantos que é um absurdo ainda existirem no mundo mulheres que se “sujeitam” a viver uma vida inteira exclusivamente dedicada ao cultivo da beleza, das conversas amenas e da arte para os olhos masculinos é fácil, fácil. Difícil é voltar-se para o próprio umbigo e se dar conta de que não faz algo muito diferente disso. Quando eu era novinha, minha mãe assinava uma dessas revistas de moças adultas para eu ler. Não sei se ela se confundiu, pensando que era pra adolescente, ou se queria que eu visse o que me esperava fora de casa, quando fosse o momento de ir. Todos os meses, eu via os mesmos temas se repetirem: como conquistar um marido através da boa mesa, de uma romântica viagem, de belas músicas no CD Player, de um corpo perfeito, de sexo bem feito e das melhores roupas, cabelos e maquiagem. Na maior parte das vezes, o objetivo era implícito; noutras ele estava ali, subjacente. Até estar bem consigo mesma, através de shiatsu, terapia, yoga, orgasmos, massagem, tinha em última instância o objetivo de sentir-se melhor e – como não? – atrair o sexo oposto. Ah, quanta liberdade... não sabia que para isso foram esturricados tantos soutiens em praça pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive a sorte de nascer e crescer num lar nada machista. Ok: sorte por um lado, porque esse regime tem alguns efeitos colaterais, como os seus pais terem alguma dificuldade de entender algumas escolhas de “mocinha” que você eventualmente possa fazer. Mas nada de irremediável, devo dizer. Como nunca precisei brigar muito pela altura da saia, o tamanho do biquíni e o horário de chegar, acabei ficando suficientemente livre para admitir vestidos longos, maiôs e vontade de ficar em casa. Dia desses, por exemplo, perguntei para uma amiga se ela me acharia menos livre, caso eu me casasse com um muçulmano e passasse o resto da vida cobrindo o corpo e os cabelos. Ela não respondeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinceramente, não acredito haver problemas em querer agradar gratuitamente a quem se ama, contanto que isso não signifique uma auto-agressão, uma supressão de desejos e vontades. Fazer uma comidinha, baixar os olhos de pejo, ser delicada e atenciosa – oras, o que há de mal? Isso não faz de nenhuma mulher escrava de um homem. A escravidão vem de algo muito triste, que é a obrigação de enxergar-se menor perante o sexo oposto – coisa que uma gueixa, apesar de agradar e divertir, não faz mesmo. Qual a diferença entre os semanários para “jovens senhoras” dos anos 50, que aconselhavam as mulheres a não aporrinharem seus maridos quando eles chegassem do trabalho cansados e nervosos, e as revistas modernosas de hoje, que vivem a dar “100 dicas” para não deixar o namorado ir embora? Rigorosamente nenhuma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é: vai ver tenho mesmo olhos de gueixa...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29876664-115855204727865462?l=crespoflavia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crespoflavia.blogspot.com/feeds/115855204727865462/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29876664&amp;postID=115855204727865462' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/115855204727865462'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/115855204727865462'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crespoflavia.blogspot.com/2006/09/olhos-de-gueixa.html' title='Olhos de gueixa'/><author><name>Flavia C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07116711059398478016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://farm1.static.flickr.com/237/447312753_deacbabdc1_o.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29876664.post-115466822679547758</id><published>2006-08-04T01:40:00.001-03:00</published><updated>2006-08-04T02:13:24.030-03:00</updated><title type='text'>De elevadores e aviões</title><content type='html'>&lt;strong&gt;O trauma: ficar presa sozinha entre o 30º e o 31º andar de um hotel em Miami (??!!), 10 anos, altas horas, gritando "HEEEEEELP ME", como se alguém naquela vila falasse inglês...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu era criança, tinha medo de elevador, mas adorava avião. É que eu andava mais de avião do que de elevador... morava em casa, tal e coisa. Na verdade, eu sempre vinha tensa no avião imaginando que ia chegar no Rio e entrar no elevador do Galeão primeiro, e depois no elevador do prédio da minha tia. O avião dando seus sacolejos de verão e eu só pensava nos elevadores, elevadores, elevadores me esperando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O trauma: 10 horas ininterruptas num vôo infernal, pessoas se perguntando se iam morrer, vontade de fazer xixi, de comer, de beber água, adolescente pendurada na medalha de Nossa Senhora de Fátima e engastada no braço do pai. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois que eu fiquei velha, vim morar em prédio e deixei de notar a presença do elevador. Entro e saio dele pra chegar em casa, pra ir ao médico, ao advogado, à aula (quem conhece a Uerj sabe o que isso significa em termos de macheza). Mas avião virou problema. Hoje uso menos. Já andei até fazendo umas viagens malucas de ônibus pra sair pela tangente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Conclusão: nada é mais patético do que ter medo de avião ou de elevador. Nada é mais engraçado do que observar o desespero das pessoas que têm medo de avião ou de elevador. Nada é mais irritante do que gente que menospreza o medo que alguns têm de avião ou de elevador. Ah, cuidem das suas vidas!&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29876664-115466822679547758?l=crespoflavia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crespoflavia.blogspot.com/feeds/115466822679547758/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29876664&amp;postID=115466822679547758' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/115466822679547758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/115466822679547758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crespoflavia.blogspot.com/2006/08/de-elevadores-e-avies.html' title='De elevadores e aviões'/><author><name>Flavia C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07116711059398478016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://farm1.static.flickr.com/237/447312753_deacbabdc1_o.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29876664.post-115397352205316882</id><published>2006-07-27T01:10:00.000-03:00</published><updated>2006-07-27T01:12:02.060-03:00</updated><title type='text'>Réquiem para um amor</title><content type='html'>Sempre se sentira encantada pelos olhos dele. Eram miúdos, muito escuros, de brilho infantil. Olhos curiosos de quem muito queria ver; olhos de quem tencionava, a cada encontro, assoalhar por eles a alma. Alma... a alma que, talvez por inocência, ele imaginava ser descortinada pelos olhos dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os olhos dela. Duas amêndoas bem feitas, matiz de mel silvestre. Desconcertantes. Hábeis em extrair verdades, e por vezes fugidios, distantes. Diziam do outro, mas quase tudo escamoteavam de si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foram lado a lado aqueles pares de olhos, anos a fio, entrando e saindo por vielas escuras, sorvendo manhãs nubladas, vendo amanheceres azuis tomados em empréstimo e pores-do-sol que sim, eram seus. Se sozinhos nada viam, juntos eram fanais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto aprenderam de amor, tanto se desencontraram, e ainda continuavam olhos dos olhos. Girava mundo, tanto se via, contudo eram quatro, eram dois, eram um só. Talvez assim fosse até a eternidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a vida tem lá seus bruxedos. Num dia tolo, bestialmente ordinário, por alguns instantes detiveram-se num olhar, como muitas vezes fizeram antes. Algo diferente aconteceu, causando estremecimento. Não havia mais laivo de mistério – tudo estava posto. Os olhos dele nem eram tão infantis assim, pensou ela. E os olhos dela, agora ele via, escondiam muito pouco. Finalmente se enxergaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempos depois – meses, anos, não importa – ia ela pela rua, quando o viu sentado num banco de praça. Tão bem passara desde o desfecho, que sentia seu orgulho firmemente a salvo. Podia ser curiosa. Parou à sua frente e o olhou nos olhos. Um segundo. Dois segundos. Três segundos. Quatro segundos. A crença virou certeza: estavam vazios um do outro. Antes que ele pudesse falar, sorriu sem amargura, deu as costas e seguiu o caminho que era seu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29876664-115397352205316882?l=crespoflavia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crespoflavia.blogspot.com/feeds/115397352205316882/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29876664&amp;postID=115397352205316882' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/115397352205316882'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/115397352205316882'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crespoflavia.blogspot.com/2006/07/rquiem-para-um-amor.html' title='Réquiem para um amor'/><author><name>Flavia C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07116711059398478016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://farm1.static.flickr.com/237/447312753_deacbabdc1_o.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29876664.post-115259281661931986</id><published>2006-07-11T01:08:00.000-03:00</published><updated>2006-07-11T01:40:16.626-03:00</updated><title type='text'>Desculpem: não sou perfeita</title><content type='html'>Acontece que a menina cresce boa aluna, matreira, e pretensiosamente madurinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí, todo mundo cria expectativa.&lt;br /&gt;Vai ser executiva de multinacional.&lt;br /&gt;Vai ser juíza.&lt;br /&gt;Vai ser independente.&lt;br /&gt;Bacaníssima, seriíssima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o tempo passa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a moça quer uma coisa.&lt;br /&gt;Depois, quer outra.&lt;br /&gt;Não quer ser executiva de multinacional.&lt;br /&gt;Não quer ser juíza.&lt;br /&gt;Todavia é independente - quase sempre.&lt;br /&gt;Tem muitas dúvidas.&lt;br /&gt;Apaixona-se, sofre, e é feliz.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ama bandidamente o trabalho que faz.&lt;/div&gt;Franze o cenho, escreve demais, ri de si mesma.&lt;br /&gt;Perde minutos preciosos dando trato aos cabelos e às sobrancelhas.&lt;br /&gt;Sofre de excesso de poesia nas tardes de sol.&lt;br /&gt;Distrai-se com passarinho na janela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bacaníssima? Talvez.&lt;br /&gt;Seriíssima? Possivelmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas bem livre.&lt;br /&gt;Segredo e transparência - juntos.&lt;br /&gt;Peito aberto pra vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29876664-115259281661931986?l=crespoflavia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crespoflavia.blogspot.com/feeds/115259281661931986/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29876664&amp;postID=115259281661931986' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/115259281661931986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/115259281661931986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crespoflavia.blogspot.com/2006/07/desculpem-no-sou-perfeita.html' title='Desculpem: não sou perfeita'/><author><name>Flavia C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07116711059398478016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://farm1.static.flickr.com/237/447312753_deacbabdc1_o.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29876664.post-115199504206806642</id><published>2006-07-04T03:32:00.000-03:00</published><updated>2006-07-05T01:11:08.890-03:00</updated><title type='text'>A volta da mulher morena</title><content type='html'>O cansaço é grande (estou estudando, e como, e todos os dias), minha defesa vem aí (serei mestra – que simpático!), mas não quero perder o hábito de manter o meu bloguinho em pleno funcionamento. Como o caso é sério, mas não há risco de morte, deixo vocês com alguém de minha inteira confiança: Vinícius de Moraes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A volta da mulher morena&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus amigos, meus irmãos, cegai os olhos da mulher morena&lt;br /&gt;Que os olhos da mulher morena estão me envolvendo&lt;br /&gt;E estão me despertando de noite.&lt;br /&gt;Meus amigos, meus irmãos, cortai os lábios da mulher morena&lt;br /&gt;Eles são maduros e úmidos e inquietos&lt;br /&gt;E sabem tirar a volúpia de todos os frios.&lt;br /&gt;Meus amigos, meus irmãos, e vós que amais a poesia da minha alma&lt;br /&gt;Cortai os peitos da mulher morena&lt;br /&gt;Que os peitos da mulher morena sufocam o meu sono&lt;br /&gt;E trazem cores tristes para os meus olhos.&lt;br /&gt;Jovem camponesa que me namoras quando eu passo nas tardes&lt;br /&gt;Traze-me para o contato casto de tuas vestes&lt;br /&gt;Salva-me dos braços da mulher morena&lt;br /&gt;Eles são lassos, ficam estendidos imóveis ao longo de mim&lt;br /&gt;São como raízes recendendo resina fresca&lt;br /&gt;São como dois silêncios que me paralisam.&lt;br /&gt;Aventureira do Rio da Vida, compra o meu corpo da mulher morena&lt;br /&gt;Livra-me do seu ventre como a campina matinal&lt;br /&gt;Livra-me do seu dorso como a água escorrendo fria.&lt;br /&gt;Branca avozinha dos caminhos, reza para ir embora a mulher morena&lt;br /&gt;Reza para murcharem as pernas da mulher morena&lt;br /&gt;Reza para a velhice roer dentro da mulher morena&lt;br /&gt;Que a mulher morena está encurvando os meus ombros&lt;br /&gt;E está trazendo tosse má para o meu peito.&lt;br /&gt;Meus amigos, meus irmãos, e vós todos que guardais ainda meus últimos cantos&lt;br /&gt;Dai morte cruel à mulher morena!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rio de Janeiro, 1935&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29876664-115199504206806642?l=crespoflavia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crespoflavia.blogspot.com/feeds/115199504206806642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29876664&amp;postID=115199504206806642' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/115199504206806642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/115199504206806642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crespoflavia.blogspot.com/2006/07/volta-da-mulher-morena.html' title='A volta da mulher morena'/><author><name>Flavia C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07116711059398478016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://farm1.static.flickr.com/237/447312753_deacbabdc1_o.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29876664.post-115155311487540830</id><published>2006-06-29T00:47:00.000-03:00</published><updated>2006-07-05T01:16:14.910-03:00</updated><title type='text'>Meu pai, esse homem</title><content type='html'>Dilemas freudianos à parte, esse post é sobre o meu pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De uns tempos pra cá, há quem me dê a impressão de que uma moça amar o próprio pai, e dizer isso aos quatro ventos, é algo meio esquisito. Não entendo. Peço licença, pois, para dizer o quanto gosto do meu, tão lindo e tão doce, na semana em que completou 51 aninhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele queria muito uma menina. Quando nasci, ficou quase louco de felicidade: subiu a rua da minha vó chorando tanto que ela até se assustou. Engraçado: tanto homem sonhando com um garotão pra levar domingo ao Maracanã, e logo ele, mal-encerrada a carreira no futebol profissional, preferia uma menina. Não sei se imaginava caminho tão diverso; saí tricolor (ele é botafoguense) e inábil até pra jogar peteca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora sejamos muito, mas muito diferentes, a nossa cumplicidade começou a ser construída bem cedo. De manhã, minha mãe no trabalho, ele em casa, ficávamos sós, os dois. Era uma farra. Ele colocava Simon e Garfunkel, black music e MPB sempre no volume máximo – e eu adorava. Organizado, arrumava a comidinha, escovava meus dentes, vestia meu uniforme, penteava e prendia meus cabelos curtinhos do jeito que eu queria, e lá estava comigo, pontualmente às 12:15, esperando o ônibus da escola na esquina. Dia de natação era mais confuso, porém engraçado. Mães prestimosas, com pena daquele pobre rapaz que era obrigado a entrar no vestiário infantil pra cuidar da filha (?!), se ofereciam pra me dar banho. Educadamente, ele declinava. Depois perguntam por que tantos homens são machistas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os anos foram passando, a rotina mudou radicalmente sei lá quantas vezes, mas o nosso elo não se desfez. Claro que a relação passou por crises, algumas bem feias, e não foram poucas as vezes em que pensei na possibilidade de sumir, desaparecer, nunca mais falar com ele, essas coisas. Trocamos farpas, discutimos aos berros. Magoada, cheguei a dizer que ele me decepcionou. Bobagem. Só tinha percebido que pai não é super-homem, e também pode ter fraquezas, ser egoísta, cometer erros. Quanto melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca vi problemas em falar do meu pai, até que a descrição do meu lanchinho do colégio (sanduichinhos de biscoitinhos salgadinhos Piraquê, aqueles quadradinhos, minuciosamente recheados com manteiga ou requeijão) causou forte comoção numa alma desconcertada. Fui seriamente aconselhada a não falar tais coisas para um homem com quem pretendesse ter filhos, porque ele ficaria apreensivo por saber que dificilmente seria um pai como o meu. Será que eu tinha extrapolado? Claro que não. Cada um tem lá seu jeito de ser pai. Tem aqueles que pouco vêem os filhos, mas conseguem conquistá-los a cada encontro; tem os brincalhões, que se embolam com as crianças como se fossem uma delas; tem os excessivamente sisudos, mas precisos nos momentos críticos. Enfim, o problema ronda a cabeça dos outros. Esse pique, definitivamente, não está comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que existem pais e pais, assim como nem todas as mães são anjos de candura. Mas, vem cá, o que há de errado em amá-los incondicionalmente? Não falo de orgulho na linha “Tradição, Família e Propriedade”, e sequer me refiro a uma figura fantasticamente idealizada. Falo de amor. Só isso. Ou tudo isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29876664-115155311487540830?l=crespoflavia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crespoflavia.blogspot.com/feeds/115155311487540830/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29876664&amp;postID=115155311487540830' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/115155311487540830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/115155311487540830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crespoflavia.blogspot.com/2006/06/meu-pai-esse-homem.html' title='Meu pai, esse homem'/><author><name>Flavia C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07116711059398478016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://farm1.static.flickr.com/237/447312753_deacbabdc1_o.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29876664.post-115112167641336206</id><published>2006-06-24T00:58:00.000-03:00</published><updated>2006-06-25T21:47:23.833-03:00</updated><title type='text'>As voltas que o mundo dá...</title><content type='html'>Essa semana, recebi uma proposta de emprego que, bem comparando, foi algo como jogar um fio desencapado para içar alguém que caiu num poço. Teria de me mudar de mala e cuia do Rio para o último lugar na esfera terrestre onde deveria pensar em viver para trabalhar em algo que não amo e ganhar um salário mediano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocês devem estar se perguntando: ok, se era tão ruim, por que falar disso agora? Simples: porque eu sou uma kamikaze emocional. Não posso ver o abismo ali, pertinho, pertinho, que a tentação de me jogar cresce e por pouco não me engole. Além disso, minha alma nômade faz borboletas esvoaçarem pelo abdômen toda vez que ouço a palavra "mudança". Quanto maior a distância, maior o número de borboletas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como nem eram tantos os quilômetros assim que separariam a vida nova da velha vida, e como essa nova vida correria o sério risco de ser bem velha nos aspectos mais modorrentos, resolvi declinar. Acho que esse foi o maior serviço que já prestei à minha sanidade física, mental, espiritual e, last but not least, profissional. Cá estou, quietinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só um detalhe: gente cismada como eu, que não consegue ver a vida como um conjunto de acontecimentos aleatórios que nenhuma harmonia guardam entre si, não é capaz de passar por cima de um acontecimento desses sem alguma reflexão. O primeiro movimento é acreditar que o destino está soprando naquela direção, e o certo é simplesmente abandonar-se ao sabor das marés. Mas tudo muda quando, bem calcados os dois pés no chão, damos-nos conta de que está em xeque algo tão frágil, mas tão definitivamente imprescindível, quanto a mínima felicidade necessária para sobreviver. Talvez seja uma força maior pondo a prova nossa capacidade de resistir à mudança efêmera e de buscar a paz e a realização verdadeiras. Talvez seja o momento de fazer a escolha irreversível pela vocação para a alegria de viver. Maktub.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(P.S.: admirador secreto... isso não é coisa que se faça com a minha curiosidade infantil!)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29876664-115112167641336206?l=crespoflavia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crespoflavia.blogspot.com/feeds/115112167641336206/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29876664&amp;postID=115112167641336206' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/115112167641336206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/115112167641336206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crespoflavia.blogspot.com/2006/06/as-voltas-que-o-mundo-d.html' title='As voltas que o mundo dá...'/><author><name>Flavia C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07116711059398478016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://farm1.static.flickr.com/237/447312753_deacbabdc1_o.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29876664.post-115068831137139824</id><published>2006-06-19T00:11:00.000-03:00</published><updated>2006-06-19T00:47:23.020-03:00</updated><title type='text'>Hoje já é amanhã</title><content type='html'>Lá vou eu cair em lugar-comum, mas azeite: tem situações na vida que fazem a gente mudar mesmo, e sempre acontecem tão rápido, mas tão rápido, que quando reparamos, já foi, já era, acordamos diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoas queridas andam precisando de mim, e estou sendo prestimosa. Nos últimos quinze dias já fiz mais panelas de arroz (sempre soltinho) do que em toda a minha vida, organizei horários, pus adolescente pra estudar e dormir, preparei lanche, almoço e jantar, ajudei doente a se calçar e se vestir, etc. Virei temporariamente uma faz-tudo, mas nada que me mate ou me tire do prumo. Se ando preguiçosa pra algumas coisas, como sentar e estudar, tem algumas outras, sempre complicadas pra mim, que estou tocando com uma tranqüilidade incrível. É aquela velha história: uns probleminhas reais na hora certa servem pra dar o estalo de que pode se estar valorizando frivolidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Besteira o que escrevi. Nada a ver com frivolidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encarar certos acontecimentos de modo natural não quer dizer que eles sejam tolices. É só uma maneira mais saudável de partir pra recuperação, não ser sucumbido pela tristeza, desfrutar o momento, ou simplesmente viver mais feliz. Fútil não é o fato, mas sim a dimensão que damos a ele... a tentação de encarnar personagem de samba canção é grande, e como.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meia-noite e meia de segunda-feira. Hoje já é amanhã, e amanhã é o dia internacional da nova vida, do começar de novo, das promessas renovadas. Eu tenho cá uma bolsinha cheia delas...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29876664-115068831137139824?l=crespoflavia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crespoflavia.blogspot.com/feeds/115068831137139824/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29876664&amp;postID=115068831137139824' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/115068831137139824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/115068831137139824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crespoflavia.blogspot.com/2006/06/hoje-j-amanh.html' title='Hoje já é amanhã'/><author><name>Flavia C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07116711059398478016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://farm1.static.flickr.com/237/447312753_deacbabdc1_o.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29876664.post-115061094028074048</id><published>2006-06-18T03:06:00.000-03:00</published><updated>2006-06-18T03:12:02.560-03:00</updated><title type='text'>Do afastamento, da perda, do amor, eu mesma.</title><content type='html'>No dia em que nasci, mataram uma secretária da OAB num atentado terrorista. Chovia muito no Rio de Janeiro, o trânsito complicou e nosso Fusquinha ficou preso no Rebouças. Quase que atrasa a cesariana. Um ano e pouco antes, noutro dia de chuva e engarrafamento, teve gente que não conseguiu chegar a tempo no casamento dos meus pais. No final das contas, deu tudo certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí que acredito em destino. Acho que já chegamos aqui com tudo mais ou menos acertado, a historinha pronta, e um pouco – só um pouco – de livre arbítrio. E é por isso que não tenho muito medo de me jogar, de pisar na bola, de voltar atrás, de errar o mesmo erro mil vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com sete anos tive os primeiros baques afetivos, do afastamento e da perda, e deu-se que cresci em algumas cidades, sempre muito sabida e um bocado melancólica. Às vezes, justifico todo o meu desembaraço de morar só porque vivo assim desde cedo, filha única, sem parentes por perto, pais saindo bem cedo e chegando bem tarde. No tempo enorme que tive comigo mesma, aprendi algumas coisas valiosas, como ouvir música boa e ler de tudo que entrava pela porta de casa, e outras, péssimas: ver mais televisão do que devia, fazer experiências com velas e fósforos quando faltava luz, passar horas e horas no mais perfeito ócio e pensar demais em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A quem interessar possa, tirando a pirotecnia, todo o resto permanece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora haja controvérsias, eu já tive 15, 18 e 20 anos. Vivi os três momentos lá do meu jeito, meio atrapalhado, um pouco perturbado, mas vivi sim, e de teimosa que sou, fui feliz. Claro que faltou uma ou outra coisa; nada que seja irremediável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já desejei mal a quem me feriu, já amei tanto que quase explodi, já freqüentei academia regularmente, já despertei paixões de onde menos se imagina, já fui muito e nada religiosa e, até onde me lembro, já contei algumas mentiras. (Algumas? Mentira.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Virginiana tranca-rua, ascendente criticamente em Capricórnio, é a minha lua em Peixes que segura a barra e me permite um relacionamento mais doce com aquilo que não é palpável. Confesso que a cada dia que passa gosto mais dessa lua, e a cada dia que passa gosto mais de ser exatamente assim: eu mesma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29876664-115061094028074048?l=crespoflavia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crespoflavia.blogspot.com/feeds/115061094028074048/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29876664&amp;postID=115061094028074048' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/115061094028074048'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29876664/posts/default/115061094028074048'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crespoflavia.blogspot.com/2006/06/do-afastamento-da-perda-do-amor-eu_18.html' title='Do afastamento, da perda, do amor, eu mesma.'/><author><name>Flavia C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07116711059398478016</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://farm1.static.flickr.com/237/447312753_deacbabdc1_o.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
